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terça-feira, 31 de julho de 2012

Tatuzinho no Estadão

Publicidade da piracicabana Tatuzinho no "Estado de São Paulo" de 16 de outubro de 1966.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Portalarga


24 de agosto de 1993. A tradicional PORTALARGA, da família Maluf, completava 72 anos de fundação. Em comemoração, o artista plástico Edson Rontani fez a homenagem acima publicada em 24 de agosto de 1993 pelo "Jornal de Piracicaba". A arte original foi doada à família Maluf. A digitalização e colorização só foi possível devido à página do JP, a qual foi escaneada e tratada. A Portalarga, que ainda existe, e funciona na rua Santo Antonio, em frente à Churrascaria Monte Sul, por décadas esteve instalada no prédio que abriga o Torra Torra, no cruzamento da rua Governador Pedro de Toledo com a rua Moraes Barros. Foi alugada após a morte de seu proprietário Paulo Salim Phelippe Maluf.

domingo, 29 de julho de 2012

Carnaval de 1968


Carnaval – O carnaval de 1968 foi “antecipado” para janeiro, sendo que, em meados deste mês, o E. C. XV de Novembro sagrava-se campeão da Lei de Acesso do Campeonato Paulista de 1967. A cidade parou para comemorar a vitória que levaria o “Nhô Quim” de volta à elite do futebol estadual. Semanas depois, a comemoração ainda continuava. Foi no carnaval realizado no Clube Cristóvão Colombo (sede central) que Cícero Correa dos Santos clicou este “retrato”, na qual aparecem o Rei Momo (Antonio José, radialista da Rádio Alvorada e da Rádio Municipal F.M.) e o comendador Humberto D’Abronzo, então presidente do alvinegro local. Memória de um carnaval que até então era comemorado com todo entusiasmo nos clubes sociais e recreativos, em um período que antecedeu a criação de escolas renomadas como Ekyperalta, Ekypelanka e Zoon-Zoon.Foto de acervo pessoal (Edson Rontani Júnior)

sábado, 28 de julho de 2012

Faculdade de Farmácia e Odontologia de Piracicaba


Odontologia – Foto tirada no final da década de 1990 pelo cirurgião-dentista Waldemar Romano. O edifício não existe mais. Situava-se na rua Alferes José Caetano, entre as ruas Rangel Pestana e XV de Novembro, onde se encontra hoje um estacionamento. Este prédio abrigou a partir de 1923 a Faculdade de Farmácia e Odontologia de Piracicaba, a qual foi denominada de Washington Luiz e depois Prudentes de Morais. O estabelecimento de ensino superior fechou suas portas em 1935. As informações constam no livro “Museu Odontológico” de autoria de Romano em parceria com Reinaldo José Ferraz Salvego. (Edson Rontani Júnior).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Serviço Odontológico Municipal - SOM


SOM – Piracicaba possui duas unidades do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO),. Cabe lembrar a ação dos pioneiros que aparecem neste foto. Ela é datada de 1975, apresentando os dentistas Francisco Braga, Antonio Oswaldo Storel e Gentil Calil Chaim. Na época, o trio atuava no Serviço Odontológico Municipal (SOM) inaugurado durante a gestão do prefeito Adilson Benedito Maluf na rua Tiradentes (onde ainda hoje funciona). Piracicaba foi uma das primeiras cidades do país a ter a água de abastecimento público tratada com flúor e também a oferecer assistência odontológica através do serviço público. Edson Rontani Júnior

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Canavial


Canavial – Com uma temperatura que ultrapassa os 35 graus, quase rotineira em Piracicaba em pleno verão, dá arrepio ao olhar essa foto de 1915 tirada em canavial da Escola Agrícola (hoje ESALQ/USP). Nela, alunos de engenharia agronômica têm aula prática em uma das plantações da instituição de ensino e, conforme os padrões da época – que seguiam a moda européia –, estavam de terno (de cor clara!), gravata e chapéu em pleno canavial. Assim era um estilo que hoje caiu em desuso. O regime de ensino de então exigia poucas horas de aulas e mais trabalhos práticos. O ensino começava às 7h30m e estendia-se até as 17h30m. Em 1915 estudava-se a criação de um restaurante para fornecer refeições aos alunos.  Foto do "Almananque de Piracicaba de 1914 de Roberto Capri. (Edson Rontani Júnior)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Barão da Serra Negra em 1968



Foto aérea de autoria desconhecida tirada no primeiro semestre de 1968. O Estádio Municipal Barão de Serra Negra havia sido inaugurado oficialmente em janeiro deste ano. Nota-se que quase todos os 30 mil lugares estavam ocupados para uma das partidas do E. C. XV de Novembro. Situação difícil se repetir até anos atrás. A foto traz um pouco de nostalgia ao lembrarmos de um período em que definia-se a ocupação da área, notando que, acima à direita, ainda não havia o Ginásio Garcia Netto nem mesmo a piscina municipal, espaço ocupado, então, para estacionar veículos.(Edson Rontani Júnior, sob foto de arquivo pessoal)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Hospital Municipal


Piracicaba, início dos anos 70. A foto foi tirada próxima ao pontilhão de trem que então existia, no início da avenida Juscelino Kubistcheck de Oliveira. Neste local, desemboca a nova ponte a ser inaugurada em agosto. À esquerda, um ônibus urbano dirige-se a Vila Rezende pela Ponte Irmãos Rebouças. De lá para cá muito mudou : a via hoje está toda asfaltada, a ponte foi duplicada nos anos 80 e avenida Armando de Salles Oliveira foi remodelada. Ao fundo dois aspectos curiosos : o centro de Piracicaba com poucos prédios;  e o edifício construído pela prefeitura municipal para abrigar um hospital. O prédio, entregue em 1974, foi cedido por comodato para ser o Hotel Beira-Rio, adquirido anos depois. Nos dia de hoje, a ponte enfrenta sérios congestionamentos, o que seria impossível uma carroça circular tranquilamente como se vê atrás do ônibus. (Edson Rontani Júnior)

Foto : Acervo Pessoal

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Descanso no Barão



Barão – A sempre atenta lente de Idálio Filetti captou essa imagem nos anos 60 no Estádio Barão da Serra Negra, então em construção. Na “geral” do estádio, torcedores voltam seus olhares para uma pessoa que, talvez pela demora da bola em campo, acabou caindo no mais profundo sono. Risos à parte, uma sacada de mestre do grande Filetti. (Edson Rontani Júnior)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Morrer aos 17 anos


A foto acima mal esconde a idade precoce deste moço, já com feição de "adulto formado", que deixou grande herança aos seus familiares e à Piracicaba. Natal Meira Barros, ou Chinim, teve vida curta. Filho de Josué Meira Barros e Bianca Buldrini, viveu na área central de Piracicaba. A residência de sua família ficava no número 162 da rua do Rosário, esquina da rua Prudente de Moraes, onde hoje encontra-se uma lanchonete. A numeração mudou. O prédio original continua lá. A família anos mais tarde venderia o prédio para ser instalada a Casa Oliveira, e anos depois, funcionou uma sapataria.

Seu pai era comerciante de produtos alimentícios e armarinhos. Natal era o filho primogênito de uma família composta ainda por Romeu, Luís, Julieta, Ivone, Judith e Octávio. Octávio foi quem seguiu a profissão do pai com um supermercado situado nas esquinas da rua José Pinto de Almeida e avenida Estados Unidos, Cidade Jardim em Piracicaba. Romeu morreu cedo também, devido à um infarto. Luís, casado com Lurdes, foi encontrado caído no banheiro de sua casa. Também morreu de infarto. Tinha uma lambreta, veículo "da moda" nos anos 50 e 60. Julieta casou-se nos anos 30 com Humberto D'Abronzo, da Caninha Tatuzinho, posteriormente vice-prefeito, candidato na chapa de Luciano Guidotti, comendador e presidente do Clube Atlético Piracicabano e do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba. Julieta, teve vida confortável. Judith casou-se com Manoel Sampaio de Mattos, funcionário público estadual lotado na CATI / Secretaria da Agricultura, que por anos funcionou na rua Rangel Pestana, ao lado do Big Chicken e por onde funcionou até meses atrás o ateliê de Ivan Cabelereiro.

Josué tinha um depósito em casa situada na rua do Rosário esquina com a rua José Ferraz de Carvalho, ainda conservada e existente.

Natal Meira Barros participou ativamente em sua adolescência do Náutico Clube de Regatas de Piracicaba, ponto de encontro obrigatório dos piracicabanos nos anos de 1920 e 1930. Isso porque Piracicaba ainda "acontecia" na beira da rua do Porto, mais precisamente na avenida Beira Rio. Foi auxiliar de educação física no Tiro de Guerra de Piracicaba. 

Na foto acima, a única recordação que a família possuí - a familia já está na sexta geração - ele tinha 16 anos de idade. Claro que parece ter mais, mesmo denunciado pela foto hoje envelhecida e pelos trajes típicos de 1931/1932.

Foi um tio-avô que não conheci. De todos é o que eu, irmãos e tios não possuímos qualquer tipo de lembrança na memória. Creio ter sido um dos últimos também a ter conhecido seus irmãos Luís e Romeu que faleceram cedo, com pouco mais de 30 anos. Mesmo assim, só o conheço de histórias passadas pelos pais e tios. Não vem à minha mente a imagem do "Tio Romeu". Devido à estas histórias passadas de geração à geração, posso estar sendo cruel e omitindo qualquer fato real. Luís Meira Barros foi vereador e presidente da Câmara Municipal durante os anos 1950, na gestão do prefeito Luis Gonzaga.

Natal Meira Barros foi imbuído pelo idealismo que surgira em 1932 na capital paulista na intenção de evitar as artimanhas políticas de Getúlio Vargas, que havia destituído a Constituição Brasileira e tinha poderes tanto no executivo, como o legislativo e no judiciário. Ele foi um dos Voluntários de Piracicaba que combateu na Revolução Constitucionalista de 1932. Pelos registros, deve ter sido o combatente mais moço falecido no front.

A sociedade cobrava muitos dos jovens. As mulheres diziam que homem que não ia à guerra teria de vestir saias. Muitos tinham seu orgulho ferido por este preconceito. Natal fugiu de casa e partiu para São Paulo, onde receberia instruções militares para combater no front. Josué, seu pai, o resgata levando-o para o seio familiar. A intervenção só foi possível quando Josué convenceu o general Bertoldo Klinger que Natal era moço demais para o combate. Não tinha sequer 18 anos. Chega a Piracicaba no final da manhã de um dia de 1932. À tarde, por volta das 14h30 pega outro trem, alista-se em São Paulo (por isso os registros de alistamentos em Piracicaba não trazem seu nome) e parte para a frente norte de batalha, na divisa com o Rio de Janeiro.

Judith Meira Barros Sampaio de Mattos, a única irmã viva, na casa de seus 94 anos, lembra que na época não existia rádio. As informações vinham do jornal "O Momento", situado na rua São José, em frente ao antigo Cine Broadway, onde encontra-se hoje o Condomínio Edifício Alferes. À cada nova informação, uma sirene era tocada na sede do jornal, alertando a população sobre os ocorridos. A família Meira Barros morava a pouco menos de 200 metros do local e partia angustiada e na expectativa de notícias.

Natal serviu o  2° Batalhão de Funcionários Públicos que dominara a cidade de Pinheiros. Viveu entrincheirado por dias. Um superior ordenou a um grupo a busca de madeira para construir barracas. Era ele e mais três outros voluntários passaram por um bambuzal. De repente, tiro para tudo que era lado, vindo da Força Pública (Polícia Militar, na época) do Pernambuco que estava entocaiada na região. 

Natal foi concebido pelo amor de Josué e Bianca. Nasceu em 25 de dezembro de 1914, recebendo o nome de Natal por ter vindo ao mundo em uma data tão especial para a crença cristã. Um tiro irrompido no matagal de Pinheiros atingiu-lhe o pescoço, na manhã de 27 de agosto de 1932. Recolhido ao Hospital do Sangue de Cruzeiro, não resistiu à hemorragia falecendo no dia 30 de agosto daquele ano.

Os restos mortais do jovem Natal - o combatente mais jovem morto no front - chegou em caixão trazido na Estação de Trem da Paulista. Os irmãos, na casa dos 6 aos 12 anos, não sabiam ao certo o que havia ocorrido. A casa dos Meira Barros entristeceu por muito tempo. Tempo este que não apaga a dor sentida por Judith, sua irmã, ainda viva, na casa dos 94 anos de vida. Ela e sua irmã Julieta por décadas mantiveram o ideal de Natal, com visitas ao Mausoléu, participando das atividades do 9 de julho e jurando viver até o fim de seus dias propagando o ideal do jovem de 17 anos que abandonou carreira e família para ter seu nome na lembrança de 1932.

Ao ver, neste 9 de julho de 2012, senhores na casa de 96 e 98 anos, sendo três deles combatentes da Revolução de 1932 ainda vivos, fica aqui a lembrança de Natal Meira Barros, que jaz no Cemitério da Saudade e tem seu nome estampado em Travessa situada no bairro Higienópolis, em Piracicaba, em em rua no Jardim Aricanduva em São Paulo. (Edson Rontani Júnior)

domingo, 8 de julho de 2012

Memorial do empreendedorismo


A Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (ACIPI) inaugurou, na primeira semana de julho de 2012 o Memorial do Empreendedorismo Piracicabano. Nesta postagem, algumas fotos cedidas à entidade por este blog dando o devido destaque a empreendedora família D'Abronzo que por décadas fabricou a famosa Caninha Tatuzinho. Acima, a primeira fábrica, ainda de refrigerantes e licores, nos anos 1930, cujas primeiras instalações ocorreram na travessa Maria Maniero, próximo ao parte do Mirante. O transporte era feito em carroças.

Acima, a linha de produção na travessa Maria Maniero vendo ao centro, atrás da mesa, o patriarca Paschoal D'Abronzo e também ao centro, porém sentado, seu sucessor Humberto D'Abronzo.

 Acima, foto do final dos anos 1950 onde vê-se parte da avenida Rui Barbosa (atrás, só matagal) com funcionários recebendo as máquinas importadas para envasar a Caninha Tatuzinho.


sexta-feira, 6 de julho de 2012



O Monumento do Soldado Constitucionalista, situado na praça José Bonifácio, marca o ponto de partida dos “voluntários de Piracicaba” que marcharam até a Estação de Trem Paulista e depois partiram para São Paulo. É próximo a ele que ocorrem as solenidades aos combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932. É próximo a ele, também, que na próxima segunda-feira, às 9 horas, o Comitê de Eventos Cívicos promove a homenagem ao Jubileu de Carvalho (80 anos) da epopéia constitucionalista. Nesta foto, tirada na década de 1950, gentilmente cedida por Ricardo Della Rosa, um grupo de veteranos, dentre eles, seu avô Mário Della Rosa (ao centro, na parte superior da foto). Nota: Na edição passada cometemos um erro. Restam três e não quatro combatentes piracicabanos vivos atualmente. (Edson Rontani Júnior)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sociedade em polvorosa - 1932


A sociedade piracicabana em polvorosa entre julho de agosto de 1932. Foram 600 combatentes que partiram para São Paulo, alguns deles vistos na foto superior em algum lugar da cidade, provalmente na rua Boa Morte.Abaixo, manifestação feita diante do prédio principal da ESALQ, conclamando estudantes a pegar nas armas. Cabe lembrar que as primeiras mortes - as de MMDC - foram contra estudantes da USP, em São Paulo. Durante o conflito, de julho a outubro, as aulas foram interrompidas devido ao conflito.



Estação da Paulista 1932


Curiosa foto tirada entre julho e outubro de 1932, mostrando voluntários em frente à Estação de Trem Paulista, com destino à capital paulista, de onde combateriam as forças federais na Revolução Constitucionalista daquele ano.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Orador das homenagens à 1932


Ano de 1974, vendo ao fundo, à direita o então prefeito Adilson Benedito Maluf (MDB). Em primeiro plano, usando o microfone está João Chiarini, importante intelectual piracicabano, discursando em solenidade realizada diante do Monumento do Soldado Constitucionalista, situado na praça José Bonifácio. A comemoração à ação dos piracicabanos diante da Revolução Constitucionalista de 1932 é um item obrigatório no calendário de Piracicaba.