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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sanatório São Luiz


   Muito longe de pensarmos que um santório era local de doidos varridos, o Sanatório São Luiz, instalado em Piracicaba, cuidava dos tuberculosos. Foi implantado na cidade pelo Barão de Rezende como forma de amparar os doentes da tuberculose.

   Tudo começou quando o Barão perdeu para esta doença o seu filho Luiz, em 1902, pouco tempos depois dele se formar em medicina. A doença era de difícil cura na época e normalmente era fatal. 

   O Sanatório São Luiz teve vida curta. Surgiu em 1926 e fechou em 1930 após deixar de receber provenções federais, as quais foram cortadas pelo Presidente Getúlio Vargas como repúdio à Revolução de 30. 

   Este sanatório funcionava onde hoje está a Avenida Barão de Serra Negra próximo ao local em que foi construído o Hospital Fornecedores de Cana. Na ausência de registros fotográficos da época, a foto acima mostra o Barão da Serra Negra homenageado com avenida onde situava-se o Sanatório.

Mazolla fez a barba


   João José Altafini, o Mazzola, fez a barba em comercial das lâminas de barbear Big-Ben, publicado na revista Manchete de 5 de julho de 1958. Naquele ano, o Brasil sagrou-se campeão mundial de futebol. A sexta copa mundial ocorreu na Suécia com seleções. O Brasil venceu os donos da casa por 5 a 2.
  
  

domingo, 25 de novembro de 2012

Selo do Bicentenário de Piracicaba


Outra relíquia a venda no Mercado Livre. Selo comercial lançado em 1967 pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) comemorando o Bicentenário de Piracicaba, com o tradicional peixe que representa a cidade "onde o peixe pára".

sábado, 24 de novembro de 2012

Ilhas do Salto do Rio Piracicaba


A idéia de ocupar as ilhas vistas sobre o salto do Rio Piracicaba, entre a Ponte Irmãos Rebouças e as proximidades da Ponte Pênsil, é antiga. É velha a intenção de criar centros de lazer em pleno Rio Piracicaba. Porém, por várias vezes, a idéia é abandonada devido às cheias do rio e ao perigo de se chegar até estas ilhas, sem contar com o fervor da correnteza.

Na década de 1990, o prefeito Antonio Carlos de Mendes Thame fez novo estudo para que as ilhas abrigassem lanchonetes e bares.

Porém, a idéia, pelo que se tem registrado através do livro "Manual da História Piracicabana", do professor Guilherme Vitti, já vinha de 1879, quando André Sachs instalou um parque de diversões numa das ilhas próxima à "Ponte do Mirante". Para isso pediu permissão na época à Câmara de Vereadores. Não existia o poder executivo, uma vez que ainda estávamos na monarquia. O único registro da Câmara de Vereadores não dá maiores detalhes. Sabe-se que o parque chamou a atenção dos piracicabanos no verão daquele ano.

Foto de autoria desconhecida - internet

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Rodoviária John F. Kennedy


Foto retirada do Facebook, mostrando como era a Rodoviária John Fitzgerald Kennedy, situada no Centro de Piracicaba, no mesmo local em que se encontra hoje. Foi reformada no início dos anos 1990, na gestão do prefeito José Machado e está bem melhor atualmente.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Carlos Botelho - do Parque da Aclimação à ESALQ


O Parque da Aclimação virou um espaço de lazer no fim dos anos 1930. Seu criador foi o médico Carlos José Botelho (1855-1947). Estudante em Paris, ele se impressionou com o Jardin d’Acclimatation – área que incluía zoológico, com aclimatação de espécies exóticas e centro de reprodução, seleção e hibridação de animais. Decidiu então fazer algo parecido no Brasil e, após voltar, comprou na zona sul paulistana o Sítio do Tapanhoin, na Aclimação.

Dono de um currículo invejável, ele foi, entre outras coisas, o primeiro diretor clínico da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o construtor da Escola Agrícola Prática Luiz de Queiroz, em Piracicaba, e, como secretário da Agricultura, Viação e Obras Públicas do Estado de São Paulo, o responsável pelo início da imigração japonesa no Brasil.

A foto acima mostra uma grande curiosidade da história do Parque da Aclimação: os camelos. Por alguns anos, esses animais fizeram ali a alegria dos visitantes – sobretudo crianças – e, por tabela, de lambe-lambes que ganhavam dinheiro fazendo seus retratos. Como João Lucera, o autor dos dois primeiros retratos deste post, e Carvalho, responsável pela imagem abaixo de uma família.


domingo, 18 de novembro de 2012

Nos retratos, a 'indelével lembrança' de um tempo


Homero Fonseca é o garotinho desta foto tirada em 1937 na Praia do José Menino, no litoral sul paulista. Ele nos conta que seu pai – o senhor de chapéu, terno e gravata a seu lado – era cardíaco e, por indicação médica, teve de ir a Santos e São Vicente para amenizar sua pressão e “tomar ares iodados”. “Ele então me levou como companhia”, lembra Homero, que vive em Piracicaba, no interior de São Paulo. Os dois conviveram por mais três anos, até que, em 1940, seu pai faleceu. “Na época desta foto, eu tinha 6 anos. E, passadas sete décadas e meia, exatamente hoje estou completando 81.” 20 de agosto de 2012 (http://blogs.estadao.com.br/album-de-retratos?s=piracicaba)

Nos retratos, a 'indelével lembrança' de um tempo

LIZ BATISTA - O Estado de S.Paulo

Nos dias de hoje, tempos em que fotos podem ser feitas e divulgadas em questão de segundos, compreender um retrato do século 19 e do início do 20 é viajar no tempo. É também um exercício de imaginação, onde são revelados os significados particulares do ato de retratar e de ser retratado naquele tempo.

No Brasil, a disseminação da revolucionária técnica da fotografia coincide com o fim do reinado de d. Pedro II, um de seus grandes entusiastas, e com o nascimento da República. No momento em que o novo governo costurava à identidade nacional seu projeto republicano, a fotografia popularizava-se como um produto de consumo. O retrato passou a ser um hábito e uma solenidade entre os cidadãos e famílias dos novos tempos político e social do País.

Os classificados do Estado desse período estão repletos de anúncios de Photografos e Estudos Photographicos buscando conquistar clientes, fosse pela promessa de belos resultados, pelo bolso ou pela tradição. Anúncios de fotografias feitas por meio do processo Lambertypie; Chromo-Photographia; Retratos ao luar, Retratos alabastrados, Retratos de crianças; Photographia Americana, Allemã, Campineira - esta, tradicionalíssima, referia-se ao processo pioneiro empregado por Hércules Florence, em 1833, na cidade paulista de Campinas, e por ele batizado de photographie.

Nesse disputado mercado da imortalização da imagem, um anúncio explicava o valor do serviço e do produto oferecido, o retrato: "indelével lembrança que deixa-se à família ou a amigos, na dura ausência de viagens eternas ou passageiras". Por cerca de 5 mil réis a dúzia, estava à venda a possibilidade de realizar-se o sonho de vencer o indesejável esquecimento trazido pelo tempo.


Publicidades de um século

Publicidades de 1915 publicadas no Almanak de Piracicaba. Acima um dos primeiros jornais da cidade que nada tem a ver com a atual "Gazeta". Abaixo, tradicional loja de armarinhos situada onde hoje está a Praça José Bonifácio. Na época, faturava com os hábitos de utilizar-se chapéus e bengalas, tradições importadas da Europa.



sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Santa ingenuidade temos quando criança. Me lembro com muita satisfação, na casa dos meus dez anos, quando ouvia falar no “Coelhinho”. Logo vinha à memória a imagem de um roedor branco ou cinza, com um rabinho pom-pom, cuja ligação mais próxima era a de nos brindar com ovos de chocolate na Páscoa. Francisco Antonio Coelho, o Coelhinho, em foto reproduzida de original que se encontra no plenário de Câmara de Vereadores (o qual leva seu nome), pode não ter sido um expoente da Semana Santa, mas deixou seu legado como legítimo representante da política local. Foi vereador por quatro mandatos, de 1960 a 1972, quando elegeu-se deputado estadual. Chegou a ser cogitado como candidato a prefeito em 1982, em plena abertura política. 


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Dayron e Dalva no Salto do Rio Piracicaba



Piracicaba sempre foi motivo para a cultura local ou "externa". A dupla Dayron e Dalva que o diga. As fotos acima, de LP editado em 1970, e encontrado a venda no Mercado Livre, é prova disso. A foto foi tirada no Mirante situado ao lado direito do Rio Piracicaba.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Edifício Orsini



Vi esse prédio ser construído nos anos de 1970. Andar por andar, parede por parede. Isso, devido à proximidade da residência de uma de minhas avós, a qual morava logo ao lado. O edifício Maria G. Orsini foi entregue no final daquela década. Curioso era que na época foi o primeiro edifício a possuir, em Piracicaba, um heliponto, mostrado na parte superior da foto. Essa iniciativa foi destaque na mídia pois helipontos como este só existiam nas capitais estaduais. O terreno, situado no cruzamento das ruas Boa Morte e Dom Pedro II, abrigou, nos anos de 1940 o Roxi Hotel, a primeira edificação da cidade de três andares com tecnologia importada pelo italiano Pedro Filetti. O hotel pertencia a Haldumont Campos Ferraz vendido depois a José Orsini que construiu a edificação existente até hoje. (Edson Rontani Júnior)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Feliz 1959 dos Irmãos Sartori


Irmãos Sartori Oficina e Funilaria deseja a seus amigos e clientes um FELIZ NATAL e PRÓSPERO ANO NOVO - 1959

Flâmula que encontrei no Mercado Livre destacando tradicional empresa de Piracicaba.

domingo, 4 de novembro de 2012

Proibido jogar bola depois das 22 horas



A Câmara Municipal de Piracicaba decreta :

Artigo Primeiro - É proibido, durante a noite, depois das 10 horas, o jogo de bolas ou qualquer outro semelhante, salvo de for preparado de modo a não perturbar o sossego público. Multa de 20$000.

Piracicaba, 12 de abril de 1904

Assinam Paulo de Moraes, Aquilino Pacheco, Manoel Correa, Francisco Morato e José Gabriel de Mattos