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sexta-feira, 29 de março de 2013

Eletroradiobraz inaugura loja em 1973 em Piracicaba



Em 1973, a Eletroradiobraz abre sua loja em Piracicaba. Foi o primeiro Shopping da cidade. Ou, como dizem, os americanos, "a primeira loja de departamentos", a exemplo da Sears que fez muito sucesso na terra do Tio Sam. Tinha diversos departamentos e escada rolante ! Algo novo para os piracicabanos. Supermercado na parte superior e lojas de departamentos nas inferiores. Aliás, nas partes inferiores é que encontra-se hoje uma academia de esportes. Junto à Lobrás, foi uma das mais importantes redes de varejo do país. Hoje é conhecida por Pão de Açúcar.

Conheça a linha do tempo do grupo, clicando aqui.

Leia interessante matéria sobre a Eletroradiobraz

quarta-feira, 27 de março de 2013

Jardim francês na ESALQ






A avenida Paulista, na capital paulista, abriga a Casa das Rosas, ocupada pelo estado de São Paulo através de um centro cultural. O local é bonito pelos jardins típicos das edificações brasileiras construídas no início do século, seguindo costumes europeus. Era por estes jardins que ocorriam os encontros sociais, onde as famílias se reuniam para piqueniques, para “tricotar” sobre a vida dos outros e passar momentos agradáveis, cercados de pérgolas, flores e natureza. A foto desta edição mostra o jardim francês existente na ESALQ, bem ao lado do Museu  da instituição. Saudade de uma época em que rádio, televisão e internet não existiam e faziam destes locais as verdadeiras “redes sociais”, em que olhar no olho ou namorar à luz da lua compunham um romantismo hoje “tão fora de moda”. (Edson Rontani Jr.)

terça-feira, 26 de março de 2013

Daytona

Foto encontrada no Facebook, possivelmente do início dos anos 1970, mostrando desfile de cavaleiros durante alguma solenidade cívica (7 de setembro???) em frente à Catedral de Santo Antonio, no cruzamento da rua Moraes Barros, com o largo existente em frente à esta igreja. Ao fundo, vê-se o famoso "Daytona", o primeiro a servir hamburger em Piracicaba, na mais avançada moda do "american way of life", da cidade. O prédio ao lado ainda existe, tendo abrigado por muitos anos a CPFL.

domingo, 24 de março de 2013

Surubim




Surubim – Foto provavelmente dos anos 1950, de autoria ignorada. À frente de um caminhão da Caninha Tatuzinho, um belo exemplar de surubim é segurado por duas pessoas. Provavelmente foi pescado nas imediações do Rio Piracicaba, tipo e porte de peixe comuns na época. O surubim-pintado ou popularmente chamado por cachara são conhecidos pelos hábitos noturnos e pelo sabor de sua carne. São encontrados nos principais rios do país. Foto de acervo pessoal. (Edson Rontani Júnior)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Dinossauro da internet




* Edson Rontani Júnior – jornalista

   Foi graças a um “pé de meia” que, em novembro de 1996, entrei pela primeira vez na internet. Juntei centavo por centavo para pagar à Merconet pelo acesso via linha discada pouco mais de um ano após a internet comercial ser lançada no Brasil. Cabe lembrar que a internet era restrita à algumas áreas governamentais e faculdades. Não era aberta a todos como atualmente.
   Ainda hoje creio ser eu o único usuário com o domínio Merconet em toda Piracicaba, o primeiro provedor local. Por isso, me sinto um tanto quanto “jurássico”. Na época, a navegação era restrita à texto e poucas fotos. Gráficos mais sofisticados ou vídeos demoravam uma eternidade para se formarem. Downloads, então, nem pensar ! Uma música demorava cerca de 90 minutos para ser baixada. Me lembro que, para navegar na internet, eu tinha que levar disquetes para que fosse fornecida uma das primeiras versões do Netscape, navegador que sobreviveu ao tempo, mas está entre os menos usados, perdendo em muito para o Internet Explorer, Chrome ou o Firefox.
   Mas ... para que servia a internet em 1996 ? Era um objeto de consumo sem sentido. Seus amigos ainda nem sabiam ao certo o que era e-mail. Para pesquisar algo, só sendo um expert. Creio que ainda servia para pouca coisa. SPAM era uma palavra que pouco se ouvia falar. Vírus ... muito menos ... Servia para troca de e-mails e principalmente para conversas on-line através de programas como o mIRC, conhecidos por internet relay chat, ou sala de bate-papo. Scaner para troca de fotos era caro. Máquina digital nem exisita. MP3 surgiu no início da década de 2000, com proliferação através do extingo Napster.
   Na época, nada de Google. Isso mesmo! Não havia pesquisa! Eu lia revistas e jornais e recortava os anúncios para depois visitar a página da Coca-Cola, da CNN ou de outas multinacionais. Isso porque o Brasil não tinha designers para criar home-pages empresariais ou pessoais. Me lembro que havia uma versão abrasileirada do Google chamada de Cadê, comprado anos depois pelo Yahoo. Mesmo assim, surfar pela rede era pegar uma gigantesca onda sem saber em qual praia você seria jogado. Era navegar sem bússola !
   As visitas eram demoradas. As páginas no navegador demoravam para se formarem. Isso, claro, depois das 21 horas, já que a tarifa era mais barata. O pior é que a linha caía todo instante e quando você reconectava ... a linha estava ocupada ! Você nem tinha formado a mensagem toda e precisava atualizar a página. Era um terror fazer uma transação bancária na época.
   Confesso que hoje não vejo graça em receber corrente, piadas, dicas de segurança e toda tralha que vem pelos e-mails. De tão antigo que sou na net, isso para mim soa como uma eterna e constante reprise. Até para piadas sou meio seco : meus colegas pensando que vou rir de uma piada que para eles é nova, tasco-lhes : “essa eu li pela primeira vez na década de 90!”. Recordações de um fóssil cibernético.

domingo, 17 de março de 2013

Obelisco do Ginásio Municipal




Ano de 1956. Piracicaba sedia o 6º Jogos do Obelisco com atividades esportivas realizadas no Ginásio Municipal ainda em construção. Cerca de uma década depois receberia a denominação de Ginásio Waldemar Blatkauskas. Na época, foi erigido o obelisco que ilustra esta foto, representado inclusive no troféu entregue aos campões do certame. Onde foi parar o Obelisco ninguém sabe. Abriu caminho para a expansão do local que abrigou mais tarde o Estádio Barão de Serra Negra. O Obelisco estaria instalado onde hoje encontra-se o estacionamento do Ginásio. Foto de meu acervo pessaol. (Edson Rontani Júnior)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Comemorações em Piracicaba

Fotos curiosas de Piracicaba coletadas através de emails ou de redes sociais. Sem crédito de autores, datas ou ocasião retratada.




sábado, 9 de março de 2013

Transporte piracicabano - 1914


Transporte – Mais um fragmento do Manual de Piracicaba editado em 1914 por Roberto Capri. Na verdade foi uma prestação de serviços publicada no livro. Interessante é ver que a cidade, com seus então 38 mil habitantes, e que nasceu à beira do Rio Piracicaba concentrava-se urbanamente em poucas localidades como o Centro (ponto de partida dos ônibus), Vila Rezende, Escola Agrícola (ESALQ) e Bairro Alto. Além de ter seu espaço inicial praticamente restrito, os ônibus saiam nos horários de início e fim das aulas e não no horário de trabalho do comércio. E pensar que com 16 partidas, a cidade tinha a demanda de transporte atendida. Cabe destacar que na época, ônibus era a novidade do século XX, uma vez que a cidade também oferecia o transporte pelos bondes. (Edson Rontani Júnior)

terça-feira, 5 de março de 2013

O rádio piracicabano nos anos 80


O rádio piracicabano nos anos 80

* Edson Rontani Júnior, jornalista profissional e radialista

   Ouvir rádio na segunda metade dos anos 1970 necessitava ter um rádio em A.M. (amplitude modulada), ondas curtas ou ondas médias. Piracicaba possuía, então, três emissoras, sendo a Rádio Difusora, a Rádio A Voz Agrícola de Piracicaba (depois Alvorada) e Rádio Educadora. Surgem nomes como Ary Pedroso, Djansen de Lima, Atinilo José, Roberto Moraes, Edirley Rodrigues, entre tantos outros.
   A F.M. (frequência modulada) passou a frequentar o dial dos receptores por volta de 1976. Na época, a única emissora que poderia ser sintonizada na cidade era a Andorinha F.M., da cidade de Campinas. Em seguida, surgiu a Difusora F.M. (hoje 102 FM). Isso ocorre no ano de 1977. Sua programação era estritamente musical, naquilo que se qualificou outrora como “música de som ambiente”, sem intervenção de locutor. Era um estilo perpetuado pela “Antena 1”, adotado na década seguinte por emissoras como a Estância F.M. (de Águas de São Pedro) e a Rádio Municipal F.M. (da Prefeitura de Piracicaba). Assemelha-se ao que hoje ouvimos através da Ônix F.M. (da vizinha Rio das Pedras). Eram músicas por 10 ou 15 minutos, intercaladas pela hora certa (gravada) e pelos comerciais.
   Surge um horizonte baseado em emissoras norte-americanas. A Difusora F.M. importa equipamentos dos Estados Unidos, muitos da marca Harris, e torna-se, mais uma vez, referência no interior paulista. Arildo José Pelegrinoti coordenou por muito tempo a área técnica da emissora. Em 1982 surge a Alvorada F.M. com programação mais avançada, intercalando informação, prestação de serviços e música. A programação era preparada pela Rede LC de Rádio, com consagrados locutores (muitos da Rádio Bandeirantes, de São Paulo). A programação era enviada em formato “fita de rolo”, reproduzida sua narração nos clássicos tapes Akai e músicas tocadas através dos LPs (long-play). A programação local possuía um programa apresentado das 15 às 16 horas chamado de “Lance Legal” em dupla por Duarte Yamanaka e Vanderlei Albuquerque.
   Tínhamos ainda a Rádio Municipal de Amparo, a Estereosom de Limeira e a Rádio Cidade de Rio Claro. Ainda nos anos 80 surgem a Rádio Municipal F.M. coordenada, na gestão do prefeito Adilson Benedito Maluf, por José Jamil Neto. Este incorpora o estilo “música ambiente”, padrão que estava próximo ao fim, à emissora. Em seguida, a família Moura Andrade, monta em Águas de São Pedro a Rádio Estância F.M. que por um tempo teve a coordenação de Cunha Neto. Este, veio da Rádio Bandeirantes de São Paulo para a Rádio Difusora e em seguida seguiu ao município termal para coordenar a nova programação.
   Os anos 1990 foram uma nova época em que as emissoras se tornaram franqueadas de outras emissoras nacionais como Antena 1, Transamérica e Jovem Pan (1994). Surge a segmentação, provocada até pela transformação dos gêneros da música. A virada dos anos 80 para os 90 promove o surgimento da música country e do pagode. Surge também a explosão de concessões para novas emissoras no país tornando a comunicação radiofônica uma forte indústria mercantil. Além disso, a estabilidade financeira e o crescimento de doutrinas provocam uma enxurrada de emissoras clandestinas, as famosas “rádios piratas”, anos mais tarde denominadas de rádios comunitárias.
   A realidade hoje é outra. Depois de 91 anos da primeira transmissão radiofônica no país, emissoras buscam uma nova identidade. Os aparelhos atuais que reproduzem rádio sequer trazem a sintonia A.M. Ondas curtas e ondas médias, nem pensar ! Celulares reproduzem MP3 e F.M. Ouvir música deixou de ser algo tão desejado como nos anos 70 e 80, quando lotávamos a Som 6 da Galeria Brasil ou as lojas da Musical (que chegaram a ter cinco ou seis filiais em nossa cidade!). Ouvir música nesta época, era ficar ligado o dia todo esperando a música. Ligar na rádio e pedir tal música ao estilo “fulana de tal pede esta música e envia com muitos beijos para sicrano”....
   A reprodução torna-se possível apenas com o surgimento da fita magnética (rolo, tape ou cassete). Hoje, digita-se no Google “download MP3 tal música” e ela é baixada instantaneamente, quebrando barreiras do tempo e geográficas. No momento em que ela é lançada na Europa ou Estados Unidos, é acessada no seu computador. Antes demorava meses para ser importada (de avião), prensada em LP e distribuída às rádios e lojas.
   Se na segunda metade dos anos 1970 tínhamos apenas a Andorinha F.M. e Difusora F.M. para dividir nosso dial na região, hoje temos infinitas emissoras que lotam a frequência. Uma em cima da outra. Legais ou ilegais. O dial ficou pequeno.
   Na região de Piracicaba temos em A.M. : Difusora, Educadora e Onda Livre (antiga A Voz Agrícola / Alvorada); em F.M. : Difusora, 97 F.M. (Universal), Educativa e Jovem Pan, sem contar com emissoras de outras cidades voltadas para o público piracicabano: 92 F.M. (antiga Estância F.M.) Onda Livre F.M., POP F.M. e Ônix F.M.
   Cinema, literatura, televisão e outras áreas de entretenimento enfrentam a crise de identidade. O mesmo ocorre na radiofonia. A fuga do lugar comum acontece em todo setor que vive do comércio como captação monetária. E não poderia ser diferente. Afinal isso é mercantilismo. Criar o “ovo de Colombo” e destacar-se como algo genuíno, aí sim o desafio é maior.

Matéria publicada em "A Tribuna Piracicabana" no dia 05/03/2013

domingo, 3 de março de 2013

Selo do 2°. centenário de Piracicaba


Selo comercial emitido pela ECT - Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos em 1967, ocasião em que Piracicaba comemorava seus 200 anos de fundação. Hoje, é item de colecionador.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Grande Oficial Mário Dedini


O grande oficial Mario Dedini dispensa apresentações. Mas não custa apresentá-lo à atual geração. Nasceu na Itália em 1893 e, em 1914, veio ao Brasil estabelecendo-se em Santa Bárbara D’Oeste. Sonhava montar uma usina de açúcar e sua vontade aumentou quando soube que no estado de São Paulo faltavam mecânicos e técnicos especializados. Em 1920, ele e seu irmão Armando Césare compraram, em Piracicaba, na Vila Rezende, uma pequena oficina de carpintaria e ferramentas para consertos de veículos e implementos agrícolas. Em seguida, adquiriu um forno para fundição de ferro, habilitou-se a atender as necessidades mais urgentes dos engenheiros de aguardente e açúcar batido. Mario Dedini faleceu no dia 28 de fevereiro de 1970, em Piracicaba, deixando de luto toda a cidade, que perdia um homem que dedicou mais de 50 anos de trabalho na cidade. Foto : Museu Unicamp. (Edson Rontani Júnior)