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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Série MONUMENTOS - Jornal de Piracicaba

O Jornal de Piracicaba iniciou em janeiro de 2017 uma série de resgata os monumentos e escultura de Piracicaba. Confira as três primeiras histórias resgatadas.




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Os 20 anos do celular



* Edson Rontani Júnior, jornalista

  Seria difícil imaginar que tudo caberia na palma de nossa mão. A televisão, o aparelho de som, o cinema, o telefone, a máquina de datilografar... Tudo isso unido no smartphone, ou o telefone celular que há 20 anos foi implantado comercialmente no Brasil. Trouxe tantas facilidades que se tornou objeto de desejo, de consumo, de ostentação assim como foram nos anos 80 o relógio de pulso com calculadora, a lapiseira com grafite e o toca-fitas de carro acoplado a um equalizador.
   Quando se fala que o aparelho de som ou o cinema cabe hoje na palma da mão, não é mentira. Até o início dos anos 80, o filme em 16 mm ou o Super 8 eram a diversão das famílias que se reuniam na sala da casa, apagavam as luzes e assistiam filmes no período pré vídeo-cassete. Época em que o aparelho 3x1 ocupava um volume considerável na sala de estar ou no quarto além de que eram necessários largos espaços para acondicionar os LPs.
   O celular foi inventado por Martin Cooper, engenheiro da Motorolla, em 1973. Demorou muito para se popularizar pois o ser humano não descobria a tecnologia para torna-lo consumível, ou seja, barato para cair nas graças do consumidor. Os primeiros aparelhos funcionavam ligados aos veículos que por sua vez eram estações móveis que enviavam sinais para algum ponto fixo. A tarifa era um absurdo.
   Em meados dos anos 1990, a Telesp inicia seu processo de expansão, criando células em todo o estado de São Paulo. O telefone ainda era visto como concessão pública. Em Piracicaba, como em todo o estado de São Paulo, eram feitas inscrições e sorteios dos números. Nada igual ao que hoje temos numa situação em que você vai a uma loja e já sai falando no aparelho. Me lembro que a fila de inscrição era quilométrica. Algumas vezes eram feitas no Ginásio da Esalq para atender a demanda de interessados. O sorteio era feito em locais grandiosos como o Clube Coronel Barbosa, a exemplo do que ocorre hoje com o sorteio de casas populares por vezes realizados no Estádio Barão da Serra Negra. Fazia-se a inscrição, torcia-se pelo sorteio e depois rezava-se pela habilitação do serviço no aparelho. Aliás, aparelhos eram os famosos “tijolões” da Motorolla que necessitava puxar a antena e abrir o bocal. Era pesado e quem não levasse consigo uma bateria reserva poderia não ter o aparelho funcionando.
O ministro da comunicação Sérgio Motta, falecido em 1998, falava que “o brasileiro, um dia, vai entrar num supermercado e sair falando em um celular”. Deu no que deu. Hoje há uma oferta assustadora no mercado e uma busca incessante por este aparelho antes confinado para conversas familiares, recordações com os entes queridos e para ouvir tristezas ou alegrias. Servia também para namorar, apenas para ouvir as vozes das pessoas e a rede social de então era restrita aos bares, restaurantes, aniversários ou almoços de domingo.
O telefone servia para prender as pessoas em casa, pois até os anos 70, muito antes da criação do DDD (Discagem Direta a Distância) era preciso pedir à telefonista que completasse a ligação. E isso não era imediato. Você tinha de ficar o dia todo esperando a telefonista retornar para completar sua ligação e aí sim conversar com aquele parente distante ou nem tão distante assim, mas que poderia estar em São Paulo, por exemplo.

Hoje, com tanta tecnologia, é possível pegar o celular e ligar instantaneamente para Donald Trump, em Washington. Não é verdade? Se ele vai atender ... aí, já é outra história ...

(Publicado no Jornal de Piracicaba, edição de 22 de fevereiro de 2017)


Comercial da Motorola anunciando o primeiro celular comercial - Dyna TAC

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novos leitores para as histórias em quadrinhos

* Edson Rontani Júnior




Buscar novos leitores para as histórias em quadrinhos é um desafio perseguido não apenas no Brasil. Foi-se o tempo de ir à banca de revista para escolher uma publicação ou outra, do mesmo jeito que hoje dedicamos minutos de nossas vidas em lojas de CDs ou DVDs. Confesso que sou do tempo em que ir à banca de jornais e revistas era um relax, no qual minha vista se inflava com as capas de revistas da EBAL, RGE, Abril, Vecchi e tantas outras desconhecidas da geração atual.

Nosso país foi muito frutífero no lançamento de revistas em quadrinhos, os populares gibis. Em alguns anos, os títulos lançados no mercado chegavam a superar em impressão até mesmo os mais importantes livros considerados best-sellers.

Comemorar, então, o Dia Nacional dos Quadrinhos, lembrado neste 30 de janeiro, seria um indelicado eufemismo. A batalha agora envolve em manter os leitores de mangás consumindo o produto impresso, ou seja, a bendita revista de história em quadrinhos. Os jornais já enfrentam esse desafio desde o início da década. O mundo digital levou a leitura feita através de impressão física fadada ao passado. Luluzinha e Mônica são anacronismos que agradam pessoas como eu. Aí o mercado aparece com Luluzinha Teen e Mônica Jovem.



O Dia dos Quadrinhos é uma data genuinamente brasileira. Foi neste dia, em 1869, que Ângelo Agostini, publicou na “Vida Fluminense” a primeira história em quadrinhos que se tem registro no país. As aventuras de Nhô Quim satirizava o império português, em especial com concordar com a manutenção do escravagismo.

Se hoje a data merece lembrança, ela ocorre também pela dedicação de gente como Roberto Marinho, Aldofo Aizen e Roberto Civita, editores das mais importantes revistas já lançadas no país. “O Globo Juvenil”, “O Lobinho”, “O Guri”, entre tantos outras foram publicações de suas editoras, Globo, EBAL (Editora Brasil América Ltdª.) e Abril. Não passavam de “enlatados”, ou seja, reprodução de tiras ou histórias que fizeram sucesso nos Estados Unidos no período pré e durante Segunda Guerra Mundial. Seus expoentes eram Batman, O Homem Borracha, Namor O Príncipe Submarino, Spirit, Superman e muitos outros. As crianças babavam com as capas feitas. Infelizmente, boa parte das revistas tinha seus miolos impressos em papel jornal, fácil de rasgar, o que as tornou raras, encontradas apenas nas mãos de poucos colecionadores. As revistas em quadrinhos surgiram, no final dos anos 1930, após o sucesso dos suplementos de jornais com tiras.

Muitos outros contribuíram para o mercado editorial, como as famílias La Selva nos anos 50 e depois as editoras Bloch e Vecchi. As únicas que se mantêm na ativa, dentre aquelas que viveram os anos dourados, são a Editora Abril e a Editora Globo (que assumiu as publicações da  RGE – Rio Gráfica Editora – e O Cruzeiro).



Em compensação, o mercado editorial das HQs nos brindou com expoentes de alto nível. Dentre estes estão Gedeone Malagola, Jaime Cortez, Nico Rosso, Lyrio Aragão e, claro, Maurício de Sousa, o mais ativo quadrinistra na atualidade.

Gonçalo Júnior, no espetacular livro “A Guerra dos Gibis”, conta tudo isso e muito mais, revelando bastidores da rivalidade entre Roberto Marinho e Adolfo Aizen, que começaram juntos nos anos 1930. Aizen, aliás, é considerado o pai das histórias em quadrinhos no país. Foi ele quem trouxe ao Brasil as primeiras histórias dos estúdios Disney, adquiridas depois pela Editora Abril. Sua editora, a EBAL, tinha primazia pela qualidade das publicações. A tradução e o uso da tipografia nos balões surtiam um belo efeito artesanal, hoje substituído pelos computadores.


Visualizar o futuro das HQs é confundi-las com charges ou caricaturas. São diferentes dos cartoons. A garantia de que irão existir é concreta, sejam vistas digitalmente ou impressas. O certo é que passado histórico o país possui graças às desbravadores como Agostini, Aizen e Marinho. Difícil é olhar no horizonte e não visualizar sequer um expoente que segure a onda como esses pioneiros. Bom dia dos quadrinhos !


* o autor é jornalista e pós-graduado em jornalismo contemporâneo 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Barão da Serra Negra demorou 10 anos para ser construído


O Estádio em 1966

A ideia da construção do Estádio Barão da Serra Negra surgiu em 1953 na intenção de que ele fosse utilizado nos Jogos Abertos do Interior de 1955. Na ocasião, o prefeito Samuel Castro Neves instituiu a lei número 368, de 3 de junho de 1953, tomando posse do Bosque do Barão da Serra Negra, situado em frente ao Cemitério da Saudade. A área tinha 48 mil 767 metros quadrados.

A construção começou com o Ginásio Esportivo (hoje denominado Waldemar Blatkaustkas), seguindo com o Estádio Barão da Serra Negra (inaugurado em setembro de 1965) e depois pelo Complexo de Natação e o Mini-ginásio Garcia Netto.

O Estádio teve autorização de construção pela lei 924 de 24 de novembro de 1960, assinada pelo prefeito Francisco Salgot Castillon.

Desde 2011 ele tem a denominação Estádio Barão de Serra Negra sendo que na inauguração alguém o denominou de forma errada: Está Barão da Serra Negra. Houve da troca do "da" para "de". A denominação inicial segue lei 1.365 de 18 de novembro de 1965 corrigida pela lei 7.045 de 24 de julho de 2.011.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Edifício Engenheiro Manoel Hermínio Paquete


   O Edifício Engeheiro Manoel Hermínio Paquete é o prédio onde situa-se a SEMUTTRAN (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes), anteriormente, estação da Empresa Sorocabana de Transportes Férreos. A denominação ocorreu por força do decreto municipal número 9.576 de 28 de agosto de 2001. O descerramento da placa, entretanto, só ocorreu em 9 de junho de 2015.

   Paquete era africano e engenheiro e foi o responsável pela construção da Estação da Sorocabana, construída sobre uma antiga estação situada ao lado do terminal de cargas, onde hoje se encontra o TCI.

   O engenheiro nasceu em São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, na Guiné, África Ocidental, região colonizada pelos portugueses entre 1845 e 1975. Nasceu em 21 de junho de 1894 e faleceu em 15 de maio de 1992. Foi a Portugal onde estudou engenharia civil pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, formando-se em 1924. Veio ao Brasil em 1928 trabalhar como desenhista técnico e topógrafo  para a Sociedade de Desenvolvimento de Interlagos. Um ano depois, em 1º. de setembro de 1929, entra na Estrada de Ferro Sorocabana, atuando como auxiliar, assistente técnico, chefe de linha e chefe de projetos. Muda para Piracicaba em 1943 onde projeta e constrói o prédio da Estação Sorocabana.

   A estação da Sorocabana foi criada no largo utilizado pela ferrovia que, por sua vez, foi inaugurada em 6 de janeiro de 1885. Ela foi criada quando houve transferência do ramal ferroviário da Estação Ituana situada no bairro Alto, onde encontra-se hoje a Escola Estadual Dr. Alfredo Cardoso, próximo ao Estádio Barão de Serra Negra. Ela mudou deste local para a margem direita do Córrego Itapeva que seria canalizado a partir de 1957.




sábado, 4 de fevereiro de 2017

Sebastião Nogueira de Lima


Sebastião Nogueira de Lima, Jorge Chaves (prefeito de Piracicaba) e Sud Mennucci, em novembro de 1944

Sebastião Nogueira de Lima nasceu em 3 de novembro de 1880 e faleceu em 2 de agosto de 1964
Nasceu em Casa Branca (SP). Graduou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1904. Vereador em Piracicaba (1920-1922; 1923-1925) pelo PRP.

Presidente da Câmara Municipal de Piracicaba. Reitor da Universidade Popular de Piracicaba.

Curador de Acidentes do Trabalho. Curador de Menores. Procurador-geral do Estado (1943). Secretário da Educação e da Saúde Pública (1943). Secretário de Justiça e Negócios Interiores
(1945). Interventor Federal em São Paulo (1945). Ministro do Tribunal de Contas do Estado de
São Paulo. Presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (1947-1948). Faleceu em
São Paulo em 2 de agosto de 1964.

Sebastião Nogueira de Lima foi presidente do Conselho Administrativo do Estado de São Paulo em
1946.