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domingo, 14 de julho de 2013

Memorial Piracicabano será aberto em 2.197


O Memorial da Cultura Piracicabana foi instalado em solenidade realizada à noite de 31 de agosto de 1997, cuja coordenação foi da então Secretária Municipal da Ação Cultural, Aparecida Gregolin Abe, a Cida Abe. Participaram diversas autoridades, inclusive o autor deste blog. O Memorial está situado em frente ao anexo da Câmara de Vereadores, na rua do Rosário, esquina com a rua São José, em frente ao prédio que por anos abrigou a Biblioteca Pública Municipal.


No Memorial, um pouco de tudo. Livros, desenhos, cds, originais, cópias, poesias ... tudo colocado em invólucros sem a presença de oxigênio para conservá-los até sua abertura, que deverá ocorrer 200 anos depois, ou seja em 1° de agosto de 2.197.



sábado, 13 de julho de 2013

CD foi fabricado em Piracicaba pela Philips


Capa de um dos primeiros CDs lançados no Brasil pela Philips. A empresa teve fábrica em Piracicaba na Unileste, pioneira na produção dos compacts discs, sucessores dos long-plays (LPs). A fábrica funcionou por cerca de dez anos, fechando suas portas na segunda metade dos anos 1980. O prédio construído para abrigar a empresa ainda existe, sendo ocupada nos anos seguintes pela Delco Freedom e atualmente pela Delphi Automotive System. A fábrica em Piracicaba mudou-se para a Zona Franca de Manaus. (Edson Rontani Júnior)


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Galeria dos retratistas


Já que este blog tem o nome de "A Foto e a História", nada mais justo que homenagear os fotógrafos de Piracicaba que através da mídia fazem a história atual de Piracicaba. No passado, Lacorte, Filetti e Cicero contribuíram para a história fotográfica da cidade. Acima, um time de pesos pesados que estão sempre atentos com sua objetiva. Abaixo, equipe que expôs AMANDY no Engenho Central. Parabéns a estes profissionais do fotojornalismo !


Alessandro Maschio, Pauléo, Henrique Spavieri, Daniel Damasceno, Antonio Trivelin, Matheus Medeiros, Davi Negri, Christiano Diehl Neto, Claudinho Coradini, Bolly Vieira e Marcelo Germano

terça-feira, 9 de julho de 2013

Monumento ao Soldado Constitucionalista




* por Edson Rontani Júnior, presidente do Núcleo Voluntários de Piracicaba / Sociedade de Veteranos MMDC – São Paulo

Este é o valor da terra estremecida
É o poema da glória piracicabana
Pela pátria a lutar, vida por vida,
Tombaram com bravura soberana!
Dor e martírio de uma raça forte
Que é luz e ideal de um sentimento novo!
Sobre as pedras não existe a morte,
Porque não morre quem defendeu um povo!

   As letras de poema escrito por Francisco Lagreca ainda repousam sobre o Monumento ao Soldado Constitucionalista, também denominado Monumento aos Voluntários de Piracicaba. Ele situa-se na Praça José Bonifácio em frente à emissora Rádio Difusora de Piracicaba. A localização é estratégica pois ao seu lado funcionou o Teatro Santo Estevão, um dos principais pontos de entretenimento e de encontro da sociedade piracicabana na primeira metade do século passado. O Teatro não existe mais. O Monumento permanece no local original, mesmo tendo sido transferido no início dos anos 1980 para a praça em frente ao Cemitério da Saudade, no Bairro Alto.

   A concentração dos voluntários piracicabanos ocorreu em frente ao Santo Estevão. Dados históricos mostram que pelo menos 800 pessoas saíram de Piracicaba rumo a São Paulo, onde pegariam suas armas, receberiam treinamento e partiriam para o fronte de batalha, na região norte de São Paulo, com maior ênfase para o Vale do Paraíba e cidades como Cruzeiro. A concentração trouxe um fervor a Piracicaba. A cidade parou para acompanhar a marcha dos voluntários que se aglomeraram diante de tão pomposo Teatro. Cantando, tomaram subida pela Rua Boa Morte, escoltados por membros da Banda Lira Guarani, que tocavam hinos de exaltação, findando o trajeto na Estação de Trem da Paulista.

   A obra homenageia os combatentes voluntários na Revolução de 1932. Sua construção foi decidida pelo poder público, através do prefeito Luiz Dias Gonzaga, em conjunto com voluntários e familiares daqueles que tombaram na luta pelo 9 de julho.


   O monumento foi instalado na Praça José Bonifácio em 1938, seis anos após a Revolução Constitucionalista em que paulistas se rebelaram contra o governo federal liderado por Getúlio Vargas.
   Para a obra, foi contratado o escultor Lélio Coluccini, italiano da cidade de Pietrasanta, região da Toscana, nascido em 3 de dezembro de 1910. Este chegou com a família ao Brasil quando tinha dois anos. Era de uma família de artesãos em mármore que na cidade de Campinas (São Paulo) fundaram a Marmoraria Irmãos Coluccini. Tinha um dom natural com a escultura que a família acabou investindo profundamente nele. Lélio, em 1924, retorna para a Itália, morando com a avó Teresa, e estudando no Instituto de Arte Stagio Stagi em Pietrasanti. Tinha 28 anos quando concluiu o Monumento ao Soldado Constitucionalista em Piracicaba. Deixou obras memoráveis no Brasil, como a escultura A Caçadora, pertencente ao acervo do Museu da Arte Moderna de São Paulo. Faleceu em Campinas em 24 de julho de 1983.
   O Monumento ao Soldado Constitucionalista segue o estilo art déco e é tombado pelo CODEPAC – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba.
   Em 1979, o prefeito João Herrmann Neto inicia a remodelação da Praça José Bonifácio, criando um calçadão presente até a primeira gestão do prefeito Barjas Negri (2004/2008). Com o calçadão, o poder executivo acreditava que o piracicabano teria um local para se distrair com a família. Não havia uma Rua do Porto forte como hoje, um lago na rua do Porto, um local para se caminhar como o existente na Estação da Paulista. A diversão do piracicabano era ir à Escola Agrícola (ESALQ). Shoppings só viriam anos mais tarde. Foram incentivados o programa “Domingão” com atividades de lazer e práticas esportivas na praça. Para isso, seriam retirados todos os monumentos situados em seu entorno, como o Monumento a Luiz de Queiróz, o busto de José Bonifácio, a marquise das bandeiras existente ao final da rua Santo Antonio e o Monumento ao Soldado Constitucionalista. Este foi o último a ser desmontado. João Herrmann Neto chegou a subir um trator enfrentando familiares de combatentes que montaram por dias um cordão diante do monumento para impedir sua retirada. De nada adiantou. Em 1980, o Monumento foi transposto para a praça em frente ao Cemitério da Saudade (hoje Praça Vitório Angelo Cobra, o Cobrinha).
   Após polêmicas, a justiça determina o retorno do Monumento ao local original, seguindo decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo e do Supremo Tribunal Federal. A reinstalação ocorre em 18 de dezembro de 1988.




   Uma das placas homenageia os piracicabanos mortos em combate na Revolução de 1932: Alexandre Petta, Claudionor Barbieri, Ennes Silveira Mello, José Homero Roxo, Natal Meira Barros, Romário de Mello Nery, Silvio Cervellini e Francisco Souza.
   O IPPLAP (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba) catalogou o Monumento como tendo sua estrutura em granito com estátuas em bronze. A art déco se faz presente conforme o padrão da década de 1930, com blocos de pedra com diferentes medidas, com um obelisco na parte central com o brasão da república brasileira feito em bronze. As estátuas encontram-se em três faces, com exceção daquela cuja parte direciona-se à rua Prudente de Moraes. Numa delas, uma mulher estende para o alto uma coroa de louro; noutra, um soldado em pé segurando uma espingarda diante de outro sentado ao chão; na terceira face um soldado abraça uma mulher com um bebê com ares de ser sua esposa e seu filho, enquanto a outra mão acalenta a cabeça de outra mulher aparentando ser sua mãe, em prantos, com a face para o chão.
   O Monumento está completando este ano seus 75 anos de construção e 25 anos de retorno ao local de origem. 

 
   Recente visita realizada pelo Núcleo Voluntários de Piracicaba – MMDC notou que o local continua servindo para abrigar pedintes durante as noites assim como crianças e adultos que utilizam-se do Monumento para sentar ou escalá-lo, de forma inadvertida. Pombos fazem do seu topo, poleiros tranquilos. Durante nossa seção de fotos, tivemos que afugentá-los com pets e latinhas encontradas nas proximidades. Na parte inferior é comum encontrar ação da natureza como oxidação nas placas de metais e presença de pequenos enxames de abelhas. No geral, sua conservação é boa. Não se tem notícias de vandalismos recentes neste Monumento.
   O vereador Pedro Kawai (PSDB) solicita informações ao Executivo, através do requerimento 550/2013, sobre a possibilidade de revitalização dos monumentos na Praça José Bonifácio, no centro de Piracicaba.
   O mesmo assunto foi objeto da Indicação 1232/2013, protocolada em 8 de março, sendo reivindicada pelos freqüentadores da praça a revitalização e a restauração dos monumentos. “A praça é um dos mais importantes pontos turísticos da cidade, sendo necessário que esteja em ótimo estado”, afirma o vereador.
“Muitos dos monumentos na praça traduzem a história de Piracicaba, necessitando deixar os mesmos com aparência agradável e apresentável aos visitantes que freqüentam este local”, aponta o vereador na justificativa da propositura.

* Texto, pesquisa e fotos de Edson Rontani Júnior – jornalista, membro do Instituto Histório e Pedagógico de Piracicaba e presidente do Núcleo Voluntários de Piracicaba

segunda-feira, 8 de julho de 2013

sábado, 6 de julho de 2013

Piracicaba - celeiro do basquete





Piracicaba foi o berço de esportistas como Renci, Pecente, Wlamir, Waldemar Blatkauskas e muitos outros. Nos anos 50, o Basquete da cidade chegou a ter um destaque nunca imaginado. O time masculino do XV de Novembro chegou a viajar ao exterior para participar de diversos torneios. Na foto de hoje, clicada pelo mestre Idálio Filetti, um flagrante da partida inicial dos Jogos do Obelisco que a cidade sediou em 1956, no Ginásio Municipal, em fase de finalização de suas obras. Foto de acervo pessoal. (Edson Rontani Júnior)