Páginas

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Saudade do Jorge Coury



* por Edson Rontani Jr., jornalista

   Dona Conceição faleceu. A notícia me chega recentemente através de postagem do Facebook. Confesso que há anos pretendia escrever a respeito de minhas memórias sobre a Escola Estadual Jorge Coury, por onde passaram várias famílias que moraram na Paulista, Jaraguá, bairros vizinhos e proximidade do Centro. De lá saíram jogadores profissionais, políticos, advogados, escritores ...
   Tinha intenção de escrever desde que soube do falecimento da dona Margarida Alcarde e me espanto ao ver que isso ocorreu já há vários anos. Na verdade dona Conceição e dona Margarida não morreram. Nos deixaram no sentido físico, mas suas memórias perpetuarão em nós, eternamente. Nós no sentido de alunos desta que ainda é uma das melhores estruturas físicas do ensino público de Piracicaba.
   A escola surgiu nos anos 1960 situada em prédio de dois pavimentos, que ainda existe, situado na rua Alferes José Caetano, ao lado da Igreja dos Frades. Em seguida, passou a ocupar um quarteirão todo na rua Madre Cecília, entre a avenida dr. Paulo de Moraes e a rua Joaquim André.
   Quem por lá estudou, lembra-se muito da escola que podia ser vista da rua, sem muros, grades e outras proteções que tornaram-se inevitáveis. Salas de aula eram vislumbradas da calçada. O tempo avançou e muros foram construídos. No início, eram baixos. Alunos os pulavam para gazetear. Membros não convidados adentravam ao ambiente escolar. Daí, o muro foi erguido … reerguido … até que colocaram grades para todos os cantos. Grades para entrar na escola. Grade para entrar nos corredores das salas de aula. Grade para adentrar ao anfiteatro … Ficou com uma aparência de cadeia e não um local onde os alunos buscam educação, ensino, amizade, conhecimento e cidadania.
   O Jorge Coury ainda hoje possui uma das melhores quadras poliesportivas da região. Invejável para qualquer aluno e para qualquer outra escola do município.
   Dona Conceição lecionou no Jorge Coury nos anos de 1970 e início dos anos de 1980. Era esposa de um grande profissional do rádio, Jamil Netto, que por muito tempo defendeu o XV de Piracicaba nos microfones de emissoras AM e presidiu a primeira gestão da Educativa FM, quando era denominada Rádio Municipal. Conceição era uma profissional exigente. Muitos daqueles que hoje se encontram na casa dos 40 ou 50 anos devem, sem dúvida, à ela sua formação pessoal e profissional. Foi por este desempenho, aliado à insistência de Orlando Veneziano - outro professor de língua portuguesa - que me graduei e pós-graduei em comunicação social. Odiava leitura de jornal, a qual o professor Orlando nos obrigava a fazer, resumir e ler para toda a sala na segunda-feira de manhã. Hoje, não passo um dia sem ler pelo menos três jornais.
   A gratidão ficou à dona Conceição e ao seu Orlando. Não apenas a eles, como também à dona Margarida Alcarde e à dona Beatriz, inspetoras de aluno nos anos 70. A primeira que fazia qualquer um arrepiar com seu extenso “psssiiuuu” e a segunda uma conselheira que parecia uma madre enclausurada no seu profundo sentido filosófico de corrigir e indicar o caminho quando fazíamos algo errado.
   Por lá passaram também o seu Laerte Bottene de inglês, Clemência Pizzigatti na educação artística, seu Davi de ciências, Francislídio Beduschi em educação moral e cívica e tantos outros.
   Deixei o Jorge Coury em 1985, quando me formei no 3º. colegial, para um ano depois servir o Tiro de Guerra 02-028 na função de monitor/cabo. Em 1987 parti para a faculdade. Voltei a pisar na escola nas eleições de outubro passado. Fica o ar de nostalgia. De 1985 a 2015 foram 30 anos de distanciamento nesta escola. E me vem à memória Robin Williams pedindo aos alunos em “Sociedade dos Poetas Mortos” : carpe diem, curtam a vida !

sábado, 17 de janeiro de 2015

Juan Sebastianes candidato a deputado estadual em 1994



Juan Sebastianes - secretário municipal do meio-ambiente e vereador em Piracicaba - tentou uma vaga na Assembléia Legislativa de São Paulo, candidatando-se a deputado estadual em 1994. Nesta entrevista, levada ao ar em 1994 pela Rádio Alvorada A.M. de Piracicaba, o jornalista Edson Rontani Júnior entrevista Sebastianes, que fala de suas metas em campanha.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

João Pacheco e Chaves

João Pacheco e Chaves. Outro importante político local retratado por Renato Wagner no 3º. Salão de Caricatura de Piracicaba, em 1976 (www.salaocaricaturapiracicaba.com.br). Pacheco e Chaves conduziu as articulações para a organização do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) em Piracicaba. Em decorrência da nova legislação partidária, deu-se na cidade o realinhamento dos partidos políticos e o MDB transformou-se em Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sob o comando dos deputados Francisco Antônio Coelho e João Pacheco e Chaves (1979) e este último foi reeleito como deputado federal em 1982, passando a ser “o principal interlocutor de Piracicaba junto ao governador André Franco Montoro, de cujo governo foi Secretário de Cultura, sendo responsável, assim, pela abertura de portas no governo estadual à administração de Adilson Benedicto Maluf.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O dia de trabalho no Circo Orfei no Dia do Trabalhador em 1994


Entrevista levada ao ar, no dia 1º. de maio de 1994, pela Rádio Alvorada A.M. na qual o jornalista Edson Rontani Júnior, conversa com o ilusionista Danny Stevens do Circo Federico Orfei, em visita a Piracicaba,

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Rua do Commercio


No dia 1º de março de 1978, a ACIPI (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) lançou a sua primeira revista. A publicação era bimestral e abordava diversos assuntos, como: negócios, comércio, indústria, história, social, entre outros.

A publicação de junho de 1979 recebeu a colaboração do especialista em folclore e cultura popular, João Chiarini. Este que, também, tornou-se político, jornalista, professor e advogado, escolheu a rua Governador Pedro de Toledo como tema para tratar na revista.

A principal rua comercial da cidade até os dias de hoje, não por acaso, foi identificada, oficialmente, a partir de 1868, como Rua do Commércio. A rua era a via que recebia lojas, como: Padaria Azzi, O Vesúvio, Carpintaria Colombo, Relojoaria Gatti, Alfaiataria Scaranari e Casa Falanghe.

A Rua do Commércio, que já foi chamada de rua João Pessoa, e, a partir de 1932, foi nomeada pelos estudantes da Escola Agrícola como rua Governador Pedro de Toledo, contou com grande contribuição dos imigrantes para a intensificação do comércio na área, a partir do final do século XIX, destacou Chiarini, no artigo veiculado na revista da ACIPI.

O professor, ainda, cita que: “Na rua do Comércio achavam-se as casas mais importantes: Dois Martelos, Duas Ancoras, Casa Krahenbuhl, Elias Daibes e Irmãos, Casa Vicente Rando, Loja do Sol, A Porta Larga e Foto Bischoff”. Na década de 30, a “zona comercial iniciava-se a partir da rua Moraes Barros (antiga rua Direita) até o encontro do Largo do Mercado (em frente ao Mercado Municipal)”, afirmou.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Alferes José Caetano



   O alferes José Caetano Rosa foi importante personalidade na história de Piracicaba no século 19. Ele foi vereador de 1830 e 1832, segundo depoimento do historiador Fábio Bragança ao Jornal de Piracicaba edição de 9 de novembro de 2014. Chegou a ser presidente da Câmara de Vereadores.
   Foi também um dos juízes ordinários nos primeiros anos de instalação do Poder Legislativo. Documentos de 1822 a 1824 indicam que José Caetano era proprietário de um engenho de cana, com duas dúzias de escravos e uma produção aproximada de 930 mil réis.
   O alferes era natural de Portugal e faleceu em 9 de dezembro de 1871. São raros os documentos que possam levar a uma biografia mais extensa deste arruador de Piracicaba, o qual delimitou os quarteirões da cidade, criando-se o padrão de atualmente.
   Na foto, do IHGP, trecho da rua Alferes José Caetano, centro de Piracicaba, sem data especificada.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O "rei" Roberto Carlos em Piracicaba




Foto enviada pelo radialista Antonio Carlos Tedeschi, que já defendeu os microfones piracicabanos e há muito tempo encontra-se diante da Rádio Central A.M. de Campinas. Ele, aliás, aparece do lado esquerdo da foto, junto a Adilson Benedito Maluf (prefeito de Piracicaba por duas gestões) e o “rei” Roberto Carlos. O ano era de 1974 e o trio se encontrava para papear em Artemis, onde o famoso cantor vinha com certa constância para relaxar. (Edson Rontani Júnior)