As cheias do Rio Piracicaba sempre foram atrativos para
curiosos e turistas. A última que tivemos ocorreu no início de 2010 e a mais
recente nesta semana. Dois anos atrás, o Rio Piracicaba chamou a atenção por
ter virado um rio de pedras, sendo possível atravessá-lo devido à ausência da
água, numa das piores crises hídricas de nossa região. Há registros de que a
seca já ocorrera anteriormente. Porém, o atrativo sempre foi seu alagamento,
para desespero dos moradores próximos a rua do Porto e ao comércio abrigado na
área. A charge, de autoria de Edson Rontani, foi publicada em 1983 na imprensa
local e mostra um relato mais que atual. Anos antes de sua publicação, a cidade
se comoveu com o projeto Cantereira, promovendo campanhas intituladas “O Rio
Está Morto”, amplamente divulgada pela mídia. A resposta, veio em nanquim
desenhado na ponta da pena por Rontani.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
domingo, 1 de novembro de 2015
Palavrões, murros e pontapés na sessão da Câmara de Vereadores
O Diário de Piracicaba, edição de 8 de dezembro de 1953.
Deu sujeira o projeto de concessão para tratamento de lixo ... Ratificada a elevação de Charqueada a município ... Aprovadas contas do ex-prefeito Aldrovando Fleury ...
Feios incidentes ocorreram durante a sessão de ontem de nosso Legislativo. Houve insultos, palavrões, murros e pontapés. Um espetáculo deprimente que atingiu ao máximo daquilo que não se podia esperar, em matéria de desalinho, de um Legislativo.
Deu sujeira o projeto de concessão para tratamento de lixo ... Ratificada a elevação de Charqueada a município ... Aprovadas contas do ex-prefeito Aldrovando Fleury ...
Feios incidentes ocorreram durante a sessão de ontem de nosso Legislativo. Houve insultos, palavrões, murros e pontapés. Um espetáculo deprimente que atingiu ao máximo daquilo que não se podia esperar, em matéria de desalinho, de um Legislativo.
É com mágua que o redator destas notas se vê obrigado a registrar os lamentáveis acontecimentos que infelizmente se repetem de uma regularidade altamente desabonadoras para a Câmara e que destoam, gritantemente, dos nossos fotos de cidade culta e ordeira. Nunca esperávamos, no entanto, ter que escrever que, depois de baixarem alguns edis a insultos pessoais, se pegasssem a pontapés e murros, fazendo da força física o último argumento, como qualquer moleque de rua.
Afinal, os que têm assento nas cadeiras da Câmara Municipal, lá estão representando o povo. Quando agem, portanto, não agem por si sós: envolvem aqueles que, nas urnas, lhes delegaram poderes para os representar. E não foi para transformar as Câmaras em assembléia de discussões de assuntos pessoais, em rinhas de brigas de galo ou ainda em tablados de luta de box que o povo votou e que os municípios, os Estados e Nação arcaram com pesado onus das eleições.
Afinal, os que têm assento nas cadeiras da Câmara Municipal, lá estão representando o povo. Quando agem, portanto, não agem por si sós: envolvem aqueles que, nas urnas, lhes delegaram poderes para os representar. E não foi para transformar as Câmaras em assembléia de discussões de assuntos pessoais, em rinhas de brigas de galo ou ainda em tablados de luta de box que o povo votou e que os municípios, os Estados e Nação arcaram com pesado onus das eleições.
É triste, tristíssimo o acontecimento de ontem. E não será agindo como vêm agindo, que os homens investidos do direto de legislar para e pelo povo defenderão os direitos destes. Nem será assim que se prestigiará o regime que lhes possibilitou o cargo em que se encontram - e que,m sendo uma regime de liberdade, até o direito e agir errado lhes assegura.
Como em tudo o que acontece neste mundo, há lições que servem as ocorrências desta natureza para meditação dos eleitores e, principalmente, dos órgãos incumbidos de indicar candidatos. Que assim seja.
sábado, 3 de outubro de 2015
Guilherme Vitti - ausência em seu centenário
Responsável por iniciar os trabalhos de documentação e resgate da história da Câmara, Vitti foi o funcionário que mais tempo permaneceu na Casa, com mais de 50 anos de serviços prestados ao Poder Legislativo piracicabano, deixando-o somente em 2006, aos 91 anos.
Em agosto, a Câmara havia aprovado a moção de aplausos 131/2015, proposta pelo vereador André Bandeira (PSDB), em reconhecimento à idade centenária e à contribuição dada pelo historiador para a preservação da memória do município. "Vitti sempre esbanjou sabedoria, bondade e, acima de tudo, respeito pela história de Piracicaba", ressaltava o texto da homenagem.
TRAJETÓRIA - Descendente de italianos, Vitti nasceu em Piracicaba, em 25 de julho de 1915, no tradicional bairro de colônia tirolesa Santana. Era, entre 12 irmãos, o filho mais velho de Angelina e José Vitti. Casado com Maria José dos Santos Vitti, adotou quatro filhas. Deixa nove netos, nove bisnetos e um tataraneto.
Vitti viveu dez anos em Rio Claro (SP), onde foi seminarista no Colégio Santa Cruz dos Padres Estigmatinos, e teve participação efetiva no projeto de construção da igreja de Santana. Formou-se em Filosofia e Letras e foi professor de latim e língua portuguesa na Escola Estadual "Sud Mennucci" e no Colégio Piracicabano.
Foi um dos fundadores e primeiro presidente do Ipasp (Instituto de Previdência e Assistência Social dos Funcionários Públicos Municipais de Piracicaba) e vereador de 1948 a 1951, na primeira legislatura após a redemocratização do país. Auxiliou na fundação do IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba) e da Academia Piracicabana de Letras.
Viveu várias fases do desenvolvimento da cidade. Era considerado, pelos intelectuais, "a memória viva de Piracicaba", da qual sempre falava com experiência e conhecimento de causa.
Trabalhou na Prefeitura, começando na gestão de Luciano Guidotti, como secretário do prefeito, e dela saindo no governo Adilson Maluf, onde era chefe do departamento administrativo.
Foi o responsável pelo início do arquivo histórico da Câmara, que reúne a documentação mais antiga de Piracicaba. Ao se aposentar, deixou em seu lugar o historiador e atual diretor do Departamento de Documentação e Arquivo, Fábio Bragança. "Pragmático e perfeccionista, Vitti foi quem datilografou e encadernou os livros-atas da Casa de Leis. Sempre foi muito preparado historicamente e um cuidador dos arquivos, organizado e com um conhecimento ímpar sobre os acontecimentos da cidade", reforçava o texto da moção de aplausos aprovada em agosto pela Câmara.
Vitti também escreveu diversos livros, como "História Colorida de Piracicaba Bicentenária", "Manual da História de Piracicaba" e "Esperança de uma Vida Nova", colaborou com artigos publicados pelo "Jornal de Piracicaba" e traduziu cartas e obras do dialeto trentino e do latim.
Leia biografia oficial da Câmara de Vereadores clicando aqui;
segunda-feira, 27 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Xuxa em Piracicaba
Paulo Roberto da Silva, ou Paulo Roberto, nome artístico do locutor que iniciou suas atividades na Rádio A Voz Agrícola de Piracicaba nos anos 1970. A emissora mudou de nome para Alvorada AM e sua frequência é utilizada atualmente pela Jovem Pan News (Onda Livre). Paulo atuou na época em que o proprietário da emissora era o lendário Francisco Caldeira, dono de uma bondosa alma que por muitos anos defendeu a radiofonia local tanto na A Voz Agrícola, Alvorada como na Rádio Difusora, onde foi gerente administrativo. Na foto, Paulo Roberto aparece entrevistando Xuxa Meneghel, depois Xuxa, que esteve em Piracicaba participando de um evento social, nos anos 1980. Xuxa, aliás, iniciou carreira na TV Manchete, partindo depois para a Rede Globo e hoje estrela a Rede Record. Já Paulo Roberto abandonou os microfones em 1998 quando a Alvorada arrendou sua programação para um igreja.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Matriz da Vila Rezende
A
história da construção do belo templo que serve de igreja matriz à
paróquia de Vila Rezende, em Piracicaba, desde o momento que foi
concebida a idéia de tal cometimento (1904) até nossos dias atuais,
constitui, nos seus menores detalhes, uma flagrante prova de que – dadas
embora as tristes condições de degradação de sentimentos, que
geralmente se observa – ainda há algumas que se elevam acima das
exclusivas preocupações da vida material e. alcançado os olhos ao céu,
para lá dirigem seus pensamentos, rendendo agradáveis e santas
homenagens a Nosso Senhor.
No caso da construção da bela igreja de Vila Rezende, forma os distintos membros da ilustre casa do Barão de Vila Rezende essas boas almas que vencendo todos os óbices, puderam tão brilhantemente concorrer para a difusão da religião naquela afastada zona de nossa cidade.
Em 1904, como verdadeiro cristão e católico, falecia Estevam de Rezende, filho amoroso e dedicado, carinhoso irmão para com todos. Dona Lydia de Rezende, sua digna irmã, em homenagem á memória do pranteado extinto e satisfazendo a desejos por ele expressos, tomou a resolução de levantar aquele templo que ali hoje glamurosamente se ostenta.
Coadjuvada por seu venerando pai, o exmo. Barão de Rezende e pelos vila rezendenses, conseguiu ver assentada a pedra fundamental da igreja matriz, a 8 de dezembro de 1904, quando a Igreja Católica o jubileu da definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria, a quem o futuro templo foi consagrado.
Interrompidos os trabalhos, recomeçaram eles em 1907. Dona Lydia multiplicava-se então: organizava quermesses, espetáculos benificentes e outras festas, escrevia aos amigos de sua família solicitando-lhes a cooperação para a execução da tarefa que se impôs.
Permitiu o Senhor que fossem coroados do melhor êxito os esforços de tão bela alma, pois a 17 de dezembro de 1910, Dom João Nery, o primeiro bispo de Campinas, solenemente benzia a nova Igreja, nela dizendo a primeira missa pelo eterno repouso do benemérito Barão de Rezende, falecido em 1909; e a 19 de janeiro de 1914, tendo sido desmembrada de Piracicaba a nova paróquia de Vila Rezende, tomava posse o primeiro vigário, cônego Carlos Cerqueira.
Prof. Carlos Martins Sodero (Texto escrito em 1917)
No caso da construção da bela igreja de Vila Rezende, forma os distintos membros da ilustre casa do Barão de Vila Rezende essas boas almas que vencendo todos os óbices, puderam tão brilhantemente concorrer para a difusão da religião naquela afastada zona de nossa cidade.
Em 1904, como verdadeiro cristão e católico, falecia Estevam de Rezende, filho amoroso e dedicado, carinhoso irmão para com todos. Dona Lydia de Rezende, sua digna irmã, em homenagem á memória do pranteado extinto e satisfazendo a desejos por ele expressos, tomou a resolução de levantar aquele templo que ali hoje glamurosamente se ostenta.
Coadjuvada por seu venerando pai, o exmo. Barão de Rezende e pelos vila rezendenses, conseguiu ver assentada a pedra fundamental da igreja matriz, a 8 de dezembro de 1904, quando a Igreja Católica o jubileu da definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria, a quem o futuro templo foi consagrado.
Interrompidos os trabalhos, recomeçaram eles em 1907. Dona Lydia multiplicava-se então: organizava quermesses, espetáculos benificentes e outras festas, escrevia aos amigos de sua família solicitando-lhes a cooperação para a execução da tarefa que se impôs.
Permitiu o Senhor que fossem coroados do melhor êxito os esforços de tão bela alma, pois a 17 de dezembro de 1910, Dom João Nery, o primeiro bispo de Campinas, solenemente benzia a nova Igreja, nela dizendo a primeira missa pelo eterno repouso do benemérito Barão de Rezende, falecido em 1909; e a 19 de janeiro de 1914, tendo sido desmembrada de Piracicaba a nova paróquia de Vila Rezende, tomava posse o primeiro vigário, cônego Carlos Cerqueira.
Prof. Carlos Martins Sodero (Texto escrito em 1917)
domingo, 12 de julho de 2015
Igreja Bom Jesus
Uma das igrejas que manteve sua sua estrutura intocável com o passar dos tempos, a Igreja Senhor Bom Jesus do Monte, ou simplesmente Bom Jesus, tem sua história iniciada em 8 de outubro de 1857, data em que o terreno na qual se localiza seu terreno foi doado por João Antonio de Siqueira. A Igreja situa-se na rua Bom Jesus esquina com a rua Moraes Barros. Lá já existia uma capela, ponto de parada para quem seguia para o Cemitério da Saudade.
O lançamento da primeira pedra no dia 6 de agosto de 1918. Consegue erigir a capela-mor, na qual foram entronizados um grande crucifixo e as imagens de Nossa Senhora e de São João Evangelista. A mesma foi benzida e inaugurada em 6 de agosto de 1919.
Em 4 de dezembro de 1922, por decreto do bispo Dom Francisco de Campos Barreto, foi criada a paróquia do Bom Jesus e seu primeiro padre foi Lázaro de Sampaio Mattos, nomeado no início de 1923, empossado pelo cônego Manoel Rosa, em missa no dia 11 de fevereiro do mesmo ano.
Para dar continuidade à construção, foi contratado o construtor Napoleão Belluco. No início de janeiro de 1927, as paredes externas estavam levantadas e as paredes centrais da nave já respaldadas; após o término do madeiramento, iniciado em 5 de maio, deu-se a cobertura da nave central. No dia 20 de maio, chegam às peças de mármore do altar mor. Em 5 de agosto, com a presença do bispo diocesano, houve a inauguração do altar mor. Em agosto, nos dias 28 e 29, respectivamente, foram inauguradas a pintura da capela mor e a decoração do forro de estuque, trabalho realizado pelo grande artista Mario Thomazzi.
As festas de inauguração do monumento do Senhor Bom Jesus foram marcadas para o período de 30 de julho a 15 de agosto de 1932, no entanto, em virtude do movimento constitucionalista, iniciado no dia 9 de julho, as festas programadas para o mês de agosto foram adiadas para os dias 5 a 15 de novembro.
Finalmente, no dia 13 de novembro de 1932, domingo, tendo como convidado especial o bispo Dom Francisco de Campos Barreto, deu-se a tão esperada inauguração de grandiosa imagem. Ainda foram necessários mais 5 anos para o magnífico templo ficar totalmente concluído, inaugurado em 1 de maio de 1938.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Trapezista Félix, do Circo Federico Orfei, fala sobre o trabalho no dia 1º de maio
Entrevista levada ao ar no dia 1º. de maio de 1997 pela Rádio Alvorada A.M. de Piracicaba, quando Félix, trapezista do Circo Federico Orfei, falou ao jornalista Edson Rontani Júnior, como era trabalhar em um feriado.
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