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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Deputado Estadual Cyro Albuquerque

   Cyro Albuquerque (1919 – 1992) foi deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Teve passagem por Piracicaba quando estudou na ESALQ/USP.
   Esteve na presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo de 1963 a 1965. Paulista de Brotas, nasceu no dia 20 de março de 1919.
   Formou-se engenheiro agrônomo na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba (SP). Como profissional da área agrícola, atuou em Itapeva e Itapetininga.
   Iniciou a vida pública elegendo-se Prefeito Municipal de Itapetininga (1951/54). Deputado Estadual à 3ª Legislatura (1955/59), pelo Partido Social Progressista (PSP), reelegeu-se por mais dois  mandatos consecutivos (1959/63 e 1963/67).
   Assumiu a Presidência da Assembléia Legislativa por dois mandatos, de 12 de março de 1963 a 12 de março de 1965.
   Exerceu diversos cargos no Executivo: Secretário de Estado do Trabalho e Administração no governo de Roberto Costa de Abreu Sodré (1967/68), Secretário de Estado de Esporte e Turismo na gestão de Laudo Natel (197 1/75) e Superintendente do Fundo de Melhoria das Estâncias (Fumest - 1969/71).
   Faleceu em São Paulo, em 18 de dezembro de 1992.


Obra de Luiz A. Fiore
Óleo sobre tela , 50 x 60 cm
(sem data)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Deputado Estadual Vanderlei Macris

   O deputado Vanderlei Macris (1950- ) teve passagem por Piracicaba. Foi presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo: 1999 /2001. Paulista de Americana, nasceu em 20 de maio de 1950.
  Formou-se em Direito pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep - 1974).
 Foi Vereador à Câmara Municipal de Americana (1973 e 1975) e, posteriormente, elegeu-se Deputado Estadual por sete legislaturas (1975/79, 1979/83, 1983/87, 1987/91, 1995/99, 1999/03 e 2003/07).
   Assumiu a 1ª Secretaria (1983/85), foi Deputado Constituinte Estadual (1989) e Presidente da Assembléia Legislativa de 15 de março de 1999 a 15 de março de 2001.
   Fundador e membro do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi líder do Governo e do PSDB (1997 /98 ).


Obra de Marcus Cláudio
Óleo sobre tela , 50 x 60 cm (2002)

domingo, 8 de janeiro de 2017

Centenário de Romeu Ítalo Ripoli



Em sua camiseta para a temporada 2016 na Série A-2 do Futebol Paulista, o E. C. XV de Novembro homenageará seu ex-presidente Romeu Ítalo Ripoli.

Engenheiro agrônomo, Romeu Ítalo Rípoli sempre foi muito ligado ao esporte piracicabano, tendo papel de destaque na presidência da Liga Piracicabana de Futebol, entre 1938 e 1940, e depois como presidente e diretor da A. A. A. Luiz de Queiroz, quando o time do “A Encarnado” ganhou o tricampeonato da cidade, nos anos de 1941, 42 e 43. Antes mesmo de assumir o cargo máximo no XV, Rípoli foi importante após a conquista da “Lei do Acesso” ao prestar relevantes serviços ajudando a Prefeitura Municipal a colocar o Estádio da Rua Regente Feijó em condições de receber a visita dos times da Primeira Divisão.

Seu trabalho como presidente do alvinegro foi realizado com afinco nos seguintes períodos: de 16 de abril de 1959 a 31 de dezembro do mesmo ano; de 1º de janeiro de 1962 a 14 de setembro de 1964; e de 1º de janeiro de 1974 a 28 de outubro de 1983. Neste intervalo de tempo, entre outras façanhas, o Nhô Quim foi vice-campeão paulista da primeira divisão em 1976 e excursionou pela Europa, em 1964, com partidas disputadas na então União Soviética, Alemanha Oriental, Alemanha Ocidental, Polônia, Dinamarca e Suécia. Foram 20 jogos no total, com cinco vitórias, cinco empates e dez derrotas.

Ao longo dos anos, Rípoli recebeu dos sócios conselheiros do clube as honrarias de sócio honorário, benemérito, presidente benemérito e grande benemérito. O ex-mandatário faleceu aos 67 anos no dia 28 de outubro de 1983, ano em que o XV foi campeão paulista da segunda divisão e retornou à elite do futebol paulista, grande vontade do ex-dirigente. Segundo publicado na obra “A história do XV – 43 anos de futebol profissional – II parte – 1947-1990” do ex-jornalista e historiador Rocha Netto, “Rípoli sempre foi um homem discutido, irriquieto, revolucionário, mas tinha a cabeça no lugar e lutava com todas suas forças pelo bem do alvinegro”.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Deputado Estadual Shisuto José Muraiama


   Shisuto José Muraiama foi deputado estadual por São Paulo. Nasceu em 20 de maio de 1915 em Araraquara (S.P.) de uma família vinda do Japão ao Brasil em 1909. Como seus irmãos, desde muito jovem ele ajudou seus pais trabalhando na lavoura. No entanto, seus familiares contam que os pais, ao desistirem do sonho de regressar ao Japão, decidiram que Shisuto deveria estudar e conquistar uma vida melhor. Desse modo, honraria o esforço e o sacrifício dos demais. Todos então continuaram a trabalhar e a promover os seus estudos.

   Quando completou o ensino primário, a família mudou-se para Barão Geraldo, Campinas − uma das poucas cidades de São Paulo em que havia escola pública secundária −, e lá ele ingressou no Colégio Culto à Ciência. Concluído o ensino secundário, Muraiama cursou até o 2.º ano da Faculdade Paulista de Medicina. Depois, ingressou na Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (ESALQ), em Piracicaba, e formou-se engenheiro na turma de 1942, sendo admitido no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), iniciando carreira de técnico e pesquisador.

   Em 1946, casou-se com Cecília de Almeida Leite. Faleceu em 1994.


sábado, 31 de dezembro de 2016

Biblioteca da UNIMEP

Biblioteca da Unimep, Universidade Metodista de Piracicaba. Existe desde 1970 criada pelo Instituto Educacional Piracicabano. Possui obras clássicas e raras. Confira o vídeo feito em 1989 pelos alunos de Comunicação Social da Unimep.


domingo, 11 de dezembro de 2016

A influência da TV sobre a criança

"A influência da TV sobre a criança" foi tema de trabalho desenvolvido pelos formandos de Comunicação Social da Unimep, turma 1987/1990, muito antes do sucesso da internet. Neste trecho do trabalho, as profissionais Edázima Aidar e Marta Suplicy falam sobre o assunto.


domingo, 13 de novembro de 2016

O dia em que conheci Marilyn Monroe

* Edson Rontani Júnior, jornalista e cinéfilo


Foi numa tarde fria de 1981 que conheci uma loira deslumbrante. Todo seu fascínio foi tomado por uma cena clássica : ao passar pelo respiradouro de uma estação de metrô, sua saia se levantava, com isso, elevando também a libido masculina de seu parceiro. A apresentação desta loira foi feita por um respeitado programador de cinema de nome Paulo Perdigão, o qual nunca conheci mas senti, como muitos, por sua morte em 2006.

Na verdade, Perdigão me apresentou Norma Jean mitificada pelo cinema como Marilyn Monroe, uma loira exuberante que se tornou um símbolo sexual nos anos 50. Foi através de uma das várias “Sessão da Tarde” que a conheci em “O Pecado Mora ao Lado” o qual ela estreou junto com Tom Ewell, um impagável comediante que infelizmente não conseguiu seu lugar no hall da fama. Foi um medíocre notável.


Essas mal tracejadas linhas foram escritas em memória daquilo que Paulo Perdigão criou nos anos 80, uma legião de fãs que hoje estão na casa dos 40 ou 50 anos e que ficaram à sua mercê numa época em que filmes só eram assistidos no cinema ou na televisão por antena convencional (nada de tv a cabo e muito menos parabólica). Isso criou pessoas frustradas, pois os filmes eram exaustivamente reprisados e muitas vezes jogados em horários ingratos. Ou eram a tarde ou no início da madrugada, para maldição daqueles que trabalhavam durante o dia.

Lembro-me que assisti muitos filmes sem saber sua conclusão. Eles começavam por volta da meia noite ou uma da madrugada, de forma que seu desfecho se daria lá pelas três horas da madrugada. Confesso que vi o fim de muitos filmes apenas com o advento do DVD. Foi algo que comecei nos anos 80 e só conclui nos últimos anos. Taí um dos motivos pela frustração que - eu e uma geração de cinéfilos - tivemos de Paulo Perdigão ...


A “Sessão da Tarde”, ainda hoje em exibição pela Rede Globo, foi um achado para muitos que nos anos 80 viam sucessos das décadas anteriores. Ela era o aposentar das produções hollywodianas. Aquele filme que passou em horário nobre quando inédito na tv e depois reprisado, quando chegava à “Sessão da Tarde”, era para ser devolvido à sua distribuidora. Não interessava mais ao público.

Foram anos promissores nos quais muitos viram clássicos do cinema como “Tarde Demais Para Esquecer”, “Melodia Imortal” ou “Férias de Amor”. Além de Marilyn Monroe, fomos apresentados a astros como William Holden, David Niven e a diretores com John Huston, Billy Wilder ou Douglas Sirk. Tinham ainda Jerry Lewis, Os Três Patetas e filmes em preto e branco. Isso só de repetiria em meados da década de 1990 na Fox ou na TNT, dois canais de sinal fechado.


A TVS, hoje SBT, foi mais generosa com os amantes do cinema. Aos domingos entre 21 e 22 horas apresentava clássicos não mais exibidos, a não ser pelo Telecine Cult. Foi lá que vi Lana Turner se desesperar em “Imitação de Vida” ou em “Madame X”, vi o careca Telly Savallas ser um sargento durão em “Beau Geste” (versão dos anos 60), Jerry Lewis em “Qual o Caminho para a Guerra”, ou assistir aos clássicos do horror como “Museu de Cera”, “Assassinatos na Rua Morgue”, entre outros. O ruim é que lembro de Perdigão – que me frustrou – mas nem sei quem era o programador da TVS – que tanto alimentou minha cultura cinematográfica.


Hoje durmo feliz, sonhando com Marilyn Monroe. Confesso que tive o privilégio de ser enfeitiçado pelo sexy appeal desta loira cinematográfica que grande maioria sequer se lembra. Mas confesso, sou feliz por ter vivido uma época na qual imperava na televisão o amor colegial, sem agressividade, sem tirania e o melhor, sem induzir o expectador à violência. Grato, Perdigão !


(Publicado no Jornal de Piracicaba de 11 de maio de 2022)