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domingo, 24 de junho de 2018

O dia em que a terra parou


Por Edson Rontani Junior, jornalista


EPOPEIA – As principais partidas da temporada de 1967 renderam um LP
 
Existe uma história, a qual não é desmentida por ninguém, de que a nossa “terrinha” parou por um dia. Outros dizem que isso é mentira. Pois era parou por vários dias… Este fato completa este ano seus 50 anos. Foi quando os piracicabanos aguardavam a decisão do Torneio do Acesso ao Futebol Profissional de 1967. A cidade acompanhou na expectativa as três partidas da semifinal decisória. Parou também para comemorar a vitória do E. C. XV de Novembro e para receber como heróis os jogadores do alvinegro local. Toda essa festividade ocorreu em janeiro de 1968, encerrando assim as comemorações do bicentenário de fundação do município.

Foi exatamente na noite de 17 de janeiro de 1968 que o XV venceu o Bragantino, em pleno Pacaembu, na capital paulista, sagrando-se Campeão do Acesso (atual Série A-2), retornando, assim, à elite do futebol paulista onde ficou de 1948 a 1965.


Carrnaval de 1968 no Clube Coronel Barbosa. Foto tirada no saguão de entrada deste que já ocupou o trono no reinado dos melhores clubes sociais e recreativos de Piracicaba. O comendador Humberto D’Abronzo foi convidado a visitar o clube uma vez que, poucos dias antes, o E. C. XV de Novembro, que ele presidia, venceu a Lei do Acesso, fazendo com que o alvinegro retornasse à elite do futebol paulista. Na foto, Luiz Carlos Dihel Paolieri (juiz do Trabalho, professor da UNIMEP, diretor do XV e neto do dr. Jacob Dihel Neto), Tomazello, Alvimar Duarte Grego, João Tacla, D’Abronzo e um jovem que nem mesmo os mais experientes conseguiram identificar. O fotógrafo Cícero Correa do Santos aparece agachado personificando o Nhô Quim, segurando uma placa que homenageava o “Tremendão” D’Abronzo.


Testemunhos da época relatam que, no início de 1968, a cidade torceu para o alvinegro como se fosse a Seleção Brasileira de Futebol disputando uma final do mundial. Até o carnaval, que ocorreria duas semanas depois, começou cedo. As festividades prosseguiram por semanas pois foi um orgulho o retorno do time às partidas junto aos grandes, como São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians e outros, sem levar em conta a projeção que a cidade conseguiu em todo o país. A cidade estava em efusão constante devido à ousadia do prefeito Luciano Guidotti que instalava obras grandiosas para tudo que era canto. Foi o ano de crescimento da cidade, condecorada como a cidade de maior desenvolvimento do país.

Especialistas acreditam que a euforia de janeiro de 1968 só foi sentida em 1947 quando o time subiu para a divisão principal decretando ser equipe profissional, e, em 1976, quando foi o segundo colocado no Campeonato Paulista.


Cícero Correa dos Santos no Carnaval de 1968 aparece personalizado de Nhô Quim.

Segundo Rubens Braga, ex-dirigente do basquete e do futebol do XV, a conquista de 1967 serviu para ratificar o esporte como profissão na cidade. “Os anos 60 serviram para as grandes contratações do alvinegro e, com este retorno à Divisão Especial, houve a necessidade de contratar jogadores de grandes times”, diz. A equipe contratada pelo presidente Humberto D’Abronzo, industrial proprietário da Caninha Tatuzinho, é considerada como uma das melhores em toda sua história. Braga é mais enfático e diz que as comemorações pelo título não duraram apenas algumas semanas. “A comemoração foi o ano todo, pois até dezembro, quando se decidiria o próximo campeão, o título era de Piracicaba”.

Era uma época diferente, período em que o futebol era transmitido apenas pelas emissoras de rádio, gerava rodinhas nos bares, era motivo de festa até para a alta sociedade e celebrado até por aqueles que não possuíam qualquer simpatia pela bola.

Comércio, indústria, escolas … Tudo parou nos dias 11 e 17 de janeiro, quando o alvinegro foi a São Paulo jogar, respectivamente contra o Paulista F.C., de Jundiaí, e o C. A. Bragantino, de Bragança Paulista. A cidade acompanhava as partidas pelas emissoras de rádio, sendo que três delas transmitiam pela freqüência A.M.


O presidente do XV, Humberto D’Abronzo, fala sobre a conquista na Rádio A Voz Agrícola de Piracicaba, tendo atrás personalidades como Hugo Pedro Carradore, Jamil Neto e Xilmar Ulisses

Nestas duas disputas, os jogadores viajaram em ônibus da Prefeitura Municipal cedido pelo prefeito Luciano Guidotti (que faleceria no dia 7 de julho do mesmo ano), um amante do esporte e assíduo incentivador do time. Guidotti tinha paixão imensurável pelo time, utilizando seus jogadores como garotos-propaganda para propagar a imagem da cidade. Ele chegou a presidir o XV por vários anos.
Em ambas as partidas, o Executivo Municipal pediu atenção especial à segurança no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (o Pacaembu), sendo que foram disponibilizados cerca de 200 soldados da Força Pública e Guardas Rodoviários.

No dia 11 de janeiro de 1968, o alvinegro partiu a tarde para São Paulo. Venceu o Paulista por 2 a 0 (Piau aos 19’ do primeiro tempo e Amauri aos 45’ do segundo), garantindo vaga para a final que ocorreria seis dias depois. No dia 14, o Bragantino vence o Paulista por 1 a 0 definindo sua vaga na final diante do XV.


O “padre” Jorge aparece ao lado do comendador Humberto D’Abronzo, então presidente do E. C. XV de Novembro, durante missa de louvor realizada na Matriz Imaculada Conceição no dia 16 de janeiro de 1968. O pároco abençoava os jogadores do “Nhô Quim”, que, um dia depois, jogaram contra o Brangantino, no Pacaembu, em São Paulo. O time piracicabano venceu, naquela partida, e sagrou-se campeão da Lei do Acesso de 1967, oportunidade em que subiu para a Série Especial do futebol paulista.

A partir de então, a euforia tomou conta de Piracicaba. A vitória era previamente comemorada pois o time havia feito uma excelente campanha no Paulista de 1967. Para chegar à fase decisiva, o alvinegro esteve junto a outros 29 times divididos em duas séries. Na primeira fase foi campeão do grupo B, tendo como vice o Paulista. A campanha foi positiva pois foram 30 jogos, sendo 22 vitórias, seis empates e duas derrotas. Foram feitos 68 gols e a defesa deixou passar 15 gols dos adversários.


A equipe do E. C. XV de Novembro de Piracicaba e partida realizada no Estádio Barão de Serra Negra no dia 16 de julho de 1967.

Contavam-se os minutos para a disputa final. Os comandados do técnico Renganeschi eram a esperança da terra. Motivaram, inclusive, os vereadores a realizar uma sessão extraordinária, no dia 12, para votar a cessão de NCR$ 150 mil ao E.C. XV de Novembro, valor que seria utilizado para premiar os jogadores caso ocorresse a vitória. Foi aprovado por unanimidade pelos 15 presentes do legislativo municipal que participaram da sessão. Um dia antes, o time participa de uma missa de ação de graças celebrada pelo então padre Jorge Simão Miguel na Matriz Imaculada Conceição.
Às 15 horas de 17 de janeiro, data da partida decisiva, o alvinegro ruma ao Pacaembu novamente em ônibus cedido pela prefeitura. A partida ocorreu à noite permeada por pancadas de chuva que castigaram a torcida.

Em sua edição desta data, um jornal da cidade relata que uma “caravana monstro” foi organizada para levar a torcida alvinegra para São Paulo. Desde o dia anterior já não era possível encontrar um ônibus disponível para ser fretado. Muitos foram de carro, trem ou táxi. Segundo Waldemar Romano, cirurgião-dentista e vereador na época, a Câmara Municipal fretou três carros para levar vereadores na disputa. “O Legislativo se via na obrigação de acompanhar os passos do time, e como não tinha veículos, contratou-se motoristas para levar alguns vereadores”, diz. Ele comenta que isso não pode ser considerado regalia, pois na época a função de vereador nem era remunerada.

Há notícias de que torcidas de cidades vizinhas também incentivaram o time piracicabano, destacando-se as cidades de Santa Bárbara D’Oeste, Americana, Rio Claro, Limeira e Rio das Pedras. O fato congestionou ruas e avenidas da capital, provocando a falta de vagas no estacionamento para os ônibus nas proximidades do estádio. Interessante é que muitos dos ônibus chegaram ao mesmo tempo, como que por acaso. A bola começou a rolar em campo, e a torcida ainda estava na fila no portão do Pacaembu. Alguns sequer viram o primeiro gol alvinegro marcado aos dois minutos iniciais. Foi motivo para que, os que estavam fora, iniciassem uma correria para o interior do estádio, pulando catracas a fim de não perder nenhum minuto da disputa. O fato não atrapalhou o juiz Armando Marques e seus assistentes Wilson Medeiros e Eraldo Gongora.

A partida foi acirrada definindo-se no primeiro tempo quando o alvinegro marcou os seus quatro gols feitos por Amauri (aos 2’), Joaquinzinho (13’), Piau (25’) e Amauri (38’). Luizão fez o primeiro para o adversário ainda no primeiro tempo. O Bragantino marcou mais dois no segundo tempo, provocando pavor na torcida. Resultado : XV de Piracicaba 4 Bragantino 3. Piracicaba desabou de alegria. Foi a glória para o município. Praticamente ninguém dormiu naquela noite. Muito menos na noite seguinte, quando a equipe retornaria a cidade.

Após a partida, mesmo molhada, a torcida caiu na folia em pleno Pacaembu, com música a noite toda. Nos vestiários, jogadores tomavam banho com champanhe. Piracicaba era uma alegria só. As manifestações se concentraram na Praça José Bonifácio.

Autoridades estudavam a recepção dos atletas-heróis para o dia 19 no período noturno. O trajeto da equipe, diretores e comissão técnica foi traçado. Todos circulariam em carro do Corpo de Bombeiros concentrando-se na avenida Independência próximo à atual sede do DER, percorrendo a avenida Armando de Salles Oliveira, a avenida Rui Barbosa, avenida Barão de Serra Negra, rua do Rosário, avenida Doutor Paulo de Moraes, rua Governador Pedro de Toledo, rua São José, finalizando em frente à catedral de Santo Antônio. No local foi montado um palanque no qual o elenco quinzista seria recebido pelas autoridades.


Abreu Sodré, Humberto D’Abronzo e Nélio Ferraz de Arruda recebem o troféu de Campeão da Lei do Acesso de 1967

A cidade não funcionou normalmente no dia 19 de janeiro. Por volta das 15 horas, a praça José Bonifácio começa a receber os torcedores. A cidade vivia um clima de feriado e carnaval nesta data. Consta que a TV Tupi acompanhou a viagem do alvinegro de São Paulo a Piracicaba filmando manifestações de cidades vizinhas que esperaram à beira das rodovias para acenar aos campeões. A própria emissora, mais a TV Bandeirantes, cobriram as festividades levando o nome do alvinegro para todo o país.

A população comemorava com flâmulas, faixas, serpentina, confete, rojões … Era o carnaval – que cairia naquele ano em 5 de fevereiro – sendo antecipado. A Banda União Operária abriu as festividades tocando no palanque pontualmente às 18 horas. A comitiva chega por volta das 21 horas e inicia o trajeto programado. Às 22h10m começa chover motivando encurtar o percurso. Decide-se que a equipe não daria a volta por toda a Praça José Bonifácio entre a população.

Todos os campeões saem do ônibus e sobem o palanque. Gritaria incontrolável. Rojões. Dos prédios vizinhos, moradores soltam água através de bisnagas e com serpentinas criam um clima festivo. O chafariz da praça é invadido por pessoas que festejam de forma saudável, não chegando a ser reprimida pela força policial. É estendida nela uma faixa com mais de 24 metros quadrados com a inscrição “XV”. No palanque, prefeito Luciano Guidotti saúda os jogadores alvinegros, seguido pelo presidente do time comendador Humberto D’Abronzo, Lodovico Trevizan (Corregedoria) e Francisco Antonio Coelho (Presidente da Câmara Municipal). Outros pronunciaram-se até que os populares decidem subir no palanque criando um clima desconcertante para a equipe que é agarrada pelos mais afoitos, deixando alguns jogadores apenas de calça, levando como souvernirs suas camisetas, meias e calçados. Relatos da época dizem que cerca de mil pessoas sobem desordenadamente ao palanque, ocasionando sua queda e fazendo vários feridos. Como a aglomeração era intensa, a força policial encontrou resistência para prestar auxílio aos machucados. Mas, imperou o bom-senso e as festividades seguiram por toda a madrugada sem qualquer outra ocorrência. O incidente adiou a entrega de medalhas, desenhadas por Archimedes Dutra, a ser feita pelo prefeito Luciano Guidotti.


O Estadio Barão da Serra Negra em vista aérea durante uma das partidas de 1967.

Outras manifestações foram realizadas nas semanas seguintes. Foram feitas homenagens nos clubes recreativos locais com membros da diretoria e jogadores recepcionados junto ao Rei Momo oficial vivido pelo radialista Antonio José. Santa Bárbara D’Oeste, Saltinho e o Rotary Club, dentre outros municípios e entidades, realizaram sessões para recepcionar o time.

O XV realizou um amistoso comemorativo à vitória no Torneio do Acesso contra a Seleção da Romênia em pleno Estádio Barão da Serra Negra (inaugurado dois anos antes), no dia 23 de janeiro. A comemoração era tão importante que o governador do estado, Abreu Sodré, marcou presença na partida fazendo questão de participar da solenidade. Por ironia, levou uma goleada : 6 a 2. Na ocasião seriam entregues as faixas aos campões do acesso. Aos 25 minutos, o juiz paralisou a partida. Um pára-quedista de Rio Claro saltou no meio do Barão trazendo uma bandeira do XV. O estádio ovacionou a iniciativa.

Na primeira partida de seu retorno à Divisão Especial, o XV empatou com o Comercial em 2 a 2, no dia 28 de janeiro de 1968.

No livro “A História Ilustrada do Futebol Brasileiro” (Edobrás, 1968), escrito por Roberto Porto e João Máximo, diz que os pequenos times escrevem sua história com espírito de sacrifício que o futebol exige de quem o pratica. Isso faz com que muitos times pequenos desapareçam e os times grandes, com bases sólidas e constantes investimentos acabem se perpetuando. “Na comemoração de uma vitória, na alegria do povo nas ruas, no carnaval improvisado pela conquista de um ansiado título, no cerco ao juiz que se equivocou, na luta pela bola, está o esforço heróico, dramático e até trágico dos pequenos clubes”, fala um trecho. Outro diz que “partidas ou títulos conquistados no interior paulista, onde o campeonato de acesso – esperança de equipes modestas no sentido de subirem à divisão principal – mobiliza uma população inteira”. Foi o que ocorreu em Piracicaba.

domingo, 3 de junho de 2018

Faltou combustível em Piracicaba ....


Faltou combustível em Piracicaba. Não havia lenha para os trens da Sorocabana na cidade em 12 de março de 1954. O registro foi feito pelo jornalista Sebastião Ferraz no jornal "A Província", edição de 8 a 14 de janeiro de 1988, de onde foram tiradas estas fotos.

Naquele dia, os trens da Sorocabana não circularam. Faltou lenha para as caldeiras das locomotivas. Os carros que iam para Artemis, Charqueada e São Pedro ficaram parados, como este de numeração 453 que aparece na foto acima. Descansaram no pátio da Estação situada à avenida Armando de Salles Oliveira, onde hoje está o Terminal Central de Integração (TCI).

"Quando a notícia começou a se espalhar pela cidade, fomos a estação para saber o motivo da omissão oficial causadora da falta de lenha para movimentar os trens", relata S. Ferraz. A Sorocabana pertencia ao governo do Estado e seus trilhos cortavam a cidade vindos de Rio das Pedras até a estação central e daí para a Vila Rezende, onde existia outra estação, atravessando o rio Piracicaba pela Ponte Irmãos Rebouças. 

"A chefia da estação nos informou que, por falta de lenha, as composições ferroviárias, naquele dia, nem haviam sido informadas. E o motivo ? Ninguém sabia ou não queria abrir o bico. Um funcionário, no entanto, nos disse tratar-se de um fato inédito - nunca havia acontecido isso durante os seus 20 anos de serviço", relatou Ferraz.

No dia seguinte - 13 de março de 1954 - a circulação foi normalizada.



domingo, 29 de abril de 2018

Agosto em Piracicaba

   Confira algumas ocorrências no mês de agosto, na história de Piracicaba

   - Em 5 de agosto de 1866 houve grande manifestação em favor a José Ferraz de Camargo, por ocasião de sua nomeação para tenente-coronel da Guarda Nacional
   - No dia 3 de agosto de 1868 chega a Piracicaba o Padre Galvão que havia partido para São Paulo a fim de providenciar para si uma dentadura ...
   - Dia 26 de agosto de 1868 p padre Joaquim Cypriano despede-se da Igreja de Piracicaba por ter sido nomeado vigária da vara.
   - No dia 1º de agosto de 1883 inaugura-se na cidade o Hotel Marques
   - Ironia do destino. Dia 12 de agosto de 1887 é sepultada a mãe de Gaspar Fessel, na ocasião, zelador do cemitério da cidade.
   - Em 7 de agosto de 1896 é entregue à Santa Casa o necrotério da cidade, cuja construção foi bancada pelo major Antonio Barboza Ferraz Júnior.

domingo, 25 de março de 2018

Natal Meira Barros


Natal Meira Barros nasceu em Piracicaba no ano de 1914 e faleceu em 1932. Voluntário piracicabano na Revolução Constitucionalista de 1932, um dos mortos em combate.

Filho do negociante Josué Meira Barros e de Bianca Buldrini de Barros, proprietários de bar e armazém à r. Prudente de Moraes, na esquina da r. do Rosário.

Tinha vários irmãos: Julieta D’Abronzo, esposa do comendador Humberto D’Abronzo, Judith, Otávio, Luiz, Ivone e Romeu Meira Barros, pai de António Meira Barros. Há uma travessa Natal Meira Barros, no bairro Higienópolis. Um antepassado dos Buldrini, Natale Buldrini, era dono de armazém e venda na rua do Porto, por ocasião da publicação do “Almanak” de Camargo (1900).

Romeu Meira Barros (Buldrini de Barros), vereador em Piracicaba de 1952 a 1955, foi proprietário do tradicional armazém Mercadinho do Porto no n° 1221 da avenida Beira Rio e dá nome a uma praça da avenida. O armazém passou a ter Nelson Buldrini como dono, nas últimas décadas.

Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Setembro em Piracicaba

   Alguns fatos históricos que ocorreram sem setembro na cidade de Piracicaba

   Dia 1º de setembro de 1865 caiu uma parede do teatro da cidade, matando um cavalo que por ali pastava .... Não sabe-se qual e onde estava este teatro.
   Em 1875, no dia 22 falece Miguel Archanjo Benício Dutra.
   No dia 15 de setembro de 1878, no Rio de Janeiro, casa-se o dr. Cezário Motta.
   No dia 22 de setembro de 1878 visita a cidade a Majestade com sua família que partem no dia 24 seguinte. Hospedaram-se com o Barão de Rezende.
   Em 1882, no dia 24, em São Pedro, Antonio Teixeira de Barros deu um tiro em Manoel de Camargo, julgando que este era macuco (andarilho...)
   Já em 1890, no dia 13, faz-se a primeira eleição depois da proclamação da República. Piracicaba deu um senador e um deputado, os doutores Prudente e Manoel de Moraes Barros.
   Em setembro de 1893, é feita a primeira experiência com a luz elétrica. No mesmo ano, no dia 6, inaugura-se a iluminação pela eletricidade no município. Também no mesmo ano, dia 14, há registro de uma grande geada na cidade.
   Em 9 de setembro de 1898 fogem nove presos da cadeia.


Prudente de Moraes por Almeida Júnior
 

domingo, 11 de março de 2018

José Ferraz de Camargo

   José Ferraz de Camargo era filho de José Ferraz de Camargo e Maria da Annunciação Camargo. Nasceu em Itu, no dia 18 de outubro de 1822 e faleceu em 27 de novembro de 1894. Veio a Piracicaba com oito anos.
   Ainda rapaz entrou para o serivço de lavoura como feito no sítio de Ignácio Ferreira e depois passou para o sítio do tenente Chicano onde administrava um parente seu e mais tarde, trabalhou como feito no engenho do Monte Alegre ganhando cerca de 100 réis por dia.  No Monte Alegre trabalhou sem nunca faltar.
   Em 1834, casou-se em Capivari com Gertrudes Ferraz de Campos e começou a administrar o sítio da sogra. Ficou pouco naquela cidade indo administrar o Engenho d'Água Santa, de propriedade do dr. Bento de Barro, mais tarde Barão de Itú. Durante esta administração falece seu pai e então ele comprou a parte que pertencia aos irmãos do sítio de seu pai, dirigido anos mais tarde por seu neto José Barboza Ferraz. Deixa então o Engenho d'Água Santa. Começou a dedicar-se a sítio seu sendo considerado um lavrador de muita aptidão. Residiu sempre nesta sua propriedade e só depois de idoso passou a morar na cidade.
   Foi um dos mais influentes e respeitados chefes do Partido Liberal e, em consequência, exerceu muitos cargos de confiança do governo, sendo por isso nomeado tenente-coronel da Guarda Nacional e mais tarde coronel reformado durante a República.
   Na sua vida de família passou por vários entraves inclusive enviuvando-se por quatro vezes, vencendo sempre estas vicissitudes.
   Era temperamental, com costumes reservados, pouco expansivo na linguagem. Sabia tão bem levar a vida familiar que os filho eram bons enteados e as madrastas mito estimadas por eles de tão boas mães que foram para com os filhos de Camargo.
   Faleceu em Piracicaba aos 82 anos com mais de 40 filhos.
   Com Gertrudes Ferraz de Campos, sua primeira esposa, teve os filhos Anna Ferraz de Camargo, Antonio Ferraz de Camargo, Ambrosina Ferraz de Camargo, Gertrudes Ferraz de Camargo e José Ferraz de Camargo.
   De seu segundo casamento com Antonia de Sampaio, filho de Manoel Soares Ferraz de Sampaio, teve: Manoel Ferraz de Camargo, Maria Ferraz de Camargo, Francisca Ferraz de Camargo e Francisco Ferraz de Camargo.



   Em seu terceiro casamento, com Francisca de Oliveira, filha, de Marcelino José Pereira e Antonia Rodrigues Leite, teve: Antonia Ferraz de Camargo, Maria Izabel Ferraz de Camargo, Alfredo Ferraz de Camargo, José Henrique de Camargo e João Baptista de Camargo.
   Do seu quatro casamento - com Eulália de Lacerda, filha do coronel Joaquim de Oliveira Lacerda de Rita de Oliveira - teve: Maria do Carmo Ferraz de Camargo, Maria Rita Ferraz de Camargo, Maria Eulália Ferraz de Camargo e Maria Flora Ferraz de Camargo.
   O "Almanak de Piracicaba para o Anno de 1990", de onde foi compilado este artigo, ressalta que "deixamos de nomear os recém-nascidos e os que faleceram na meninice os quaes junctos com os ácima citados perfaria uns 40 filhos; ainda uma vez queremos tributar a memoria do venerado patriarcha a homenagem que merecem as suas virtudes".

sábado, 3 de março de 2018

Bicentenário no Coronel Barbosa

As festividades do bicentenário de Piracicaba também foram realizadas no Clube Coronel Barbosa, ocasião em que o prefeito Luciano Guidotti recebeu o título de Cidade Mais Progressista do País.






quinta-feira, 1 de março de 2018

Outubro na história

  Piracicaba teve diversas ocorrência em outubro registradas pelos jornais locais.
  - No dia 4, em 1841, nasce Prudente José de Moraes Barros, depois doutor e primeiro cidadão civil que ocupou a presidência da República.
   - Em 1869, no dia 28, chega de Itú um trole (carroça) para Gabriel Eugenio de Camargo. Segundo o "Almanak de Piracicaba para o Anno de 1900", nesta época a notícia parece ser irônica, sendo que Piracicaba é que "exportava", então, os troles para Itú.
   - Dia 29 de outubro de 1873, infelizmente morreu o cavalo que a prazo de casamento comprou o dr. Melchert para Bento Barreto.
   - Dia 11 de outubro de 1876 surge "O Piracicabano", jornal de Joaquim Moreira Coelho.
   - 27 de outubro de 1889 inaugura-se a linha relefônica para Rio das Pedras.
   - Em 4 de outubro de 1894, parte para o Rio de Janeiro o dr. Prudente de Moraes para assumir a Presidência da República.
   - Dia 27 de outubro de 1895, no jardim público (Praça José Bonifácio), houve um tiroteio. Mas, felizmente erraram o alvo, segundo o "Almanak de Piracicaba para o Anno de 1900".
  - Em 1898, dia 4, inaugura-se o trabalho de esgoto da cidade na Rua do Porto.