Surubim – Foto provavelmente dos anos 1950, de autoria ignorada. À
frente de um caminhão da Caninha Tatuzinho, um belo exemplar de surubim é
segurado por duas pessoas. Provavelmente foi pescado nas imediações do Rio
Piracicaba, tipo e porte de peixe comuns na época. O surubim-pintado ou popularmente
chamado por cachara são conhecidos pelos hábitos noturnos e pelo sabor de sua
carne. São encontrados nos principais rios do país. Foto de acervo pessoal. (Edson Rontani Júnior)
domingo, 24 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Dinossauro da internet
* Edson Rontani Júnior –
jornalista
Foi graças a um “pé de meia” que, em novembro de 1996, entrei pela
primeira vez na internet. Juntei centavo por centavo para pagar à Merconet pelo
acesso via linha discada pouco mais de um ano após a internet comercial ser
lançada no Brasil. Cabe lembrar que a internet era restrita à algumas áreas
governamentais e faculdades. Não era aberta a todos como atualmente.
Ainda hoje creio ser eu o único usuário com o domínio Merconet em toda
Piracicaba, o primeiro provedor local. Por isso, me sinto um tanto quanto
“jurássico”. Na época, a navegação era restrita à texto e poucas fotos.
Gráficos mais sofisticados ou vídeos demoravam uma eternidade para se formarem.
Downloads, então, nem pensar ! Uma música demorava cerca de 90 minutos para ser
baixada. Me lembro que, para navegar na internet, eu tinha que levar disquetes
para que fosse fornecida uma das primeiras versões do Netscape, navegador que
sobreviveu ao tempo, mas está entre os menos usados, perdendo em muito para o
Internet Explorer, Chrome ou o Firefox.
Mas ... para que servia a internet em 1996 ? Era um objeto de consumo
sem sentido. Seus amigos ainda nem sabiam ao certo o que era e-mail. Para
pesquisar algo, só sendo um expert. Creio que ainda servia para pouca coisa.
SPAM era uma palavra que pouco se ouvia falar. Vírus ... muito menos ... Servia
para troca de e-mails e principalmente para conversas on-line através de
programas como o mIRC, conhecidos por internet relay chat, ou sala de bate-papo.
Scaner para troca de fotos era caro. Máquina digital nem exisita. MP3 surgiu no
início da década de 2000, com proliferação através do extingo Napster.
Na época, nada de Google. Isso mesmo! Não havia pesquisa! Eu lia
revistas e jornais e recortava os anúncios para depois visitar a página da
Coca-Cola, da CNN ou de outas multinacionais. Isso porque o Brasil não tinha
designers para criar home-pages empresariais ou pessoais. Me lembro que havia
uma versão abrasileirada do Google chamada de Cadê, comprado anos depois pelo
Yahoo. Mesmo assim, surfar pela rede era pegar uma gigantesca onda sem saber em
qual praia você seria jogado. Era navegar sem bússola !
As visitas eram demoradas. As páginas no navegador demoravam para se
formarem. Isso, claro, depois das 21 horas, já que a tarifa era mais barata. O
pior é que a linha caía todo instante e quando você reconectava ... a linha
estava ocupada ! Você nem tinha formado a mensagem toda e precisava atualizar a
página. Era um terror fazer uma transação bancária na época.
Confesso que hoje não vejo graça em receber corrente, piadas, dicas de
segurança e toda tralha que vem pelos e-mails. De tão antigo que sou na net,
isso para mim soa como uma eterna e constante reprise. Até para piadas sou meio
seco : meus colegas pensando que vou rir de uma piada que para eles é nova,
tasco-lhes : “essa eu li pela primeira vez na década de 90!”. Recordações de um
fóssil cibernético.
domingo, 17 de março de 2013
Obelisco do Ginásio Municipal
Ano de 1956. Piracicaba sedia o 6º Jogos do Obelisco com
atividades esportivas realizadas no Ginásio Municipal ainda em construção. Cerca
de uma década depois receberia a denominação de Ginásio Waldemar Blatkauskas.
Na época, foi erigido o obelisco que ilustra esta foto, representado inclusive
no troféu entregue aos campões do certame. Onde foi parar o Obelisco ninguém
sabe. Abriu caminho para a expansão do local que abrigou mais tarde o Estádio
Barão de Serra Negra. O Obelisco estaria instalado onde hoje encontra-se o
estacionamento do Ginásio. Foto de meu acervo pessoal. (Edson Rontani
Júnior)
quinta-feira, 14 de março de 2013
Comemorações em Piracicaba
Fotos curiosas de Piracicaba coletadas através de emails ou de redes sociais. Sem crédito de autores, datas ou ocasião retratada.
sábado, 9 de março de 2013
Transporte piracicabano - 1914
terça-feira, 5 de março de 2013
O rádio piracicabano nos anos 80
O rádio piracicabano
nos anos 80
*
Edson Rontani Júnior, jornalista profissional e radialista
Ouvir rádio na segunda metade dos anos 1970
necessitava ter um rádio em A.M. (amplitude modulada), ondas curtas ou ondas
médias. Piracicaba possuía, então, três emissoras, sendo a Rádio Difusora, a
Rádio A Voz Agrícola de Piracicaba (depois Alvorada) e Rádio Educadora. Surgem
nomes como Ary Pedroso, Djansen de Lima, Atinilo José, Roberto Moraes, Edirley
Rodrigues, entre tantos outros.
A F.M. (frequência modulada) passou a
frequentar o dial dos receptores por volta de 1976. Na época, a única emissora
que poderia ser sintonizada na cidade era a Andorinha F.M., da cidade de
Campinas. Em seguida, surgiu a Difusora F.M. (hoje 102 FM). Isso ocorre no ano
de 1977. Sua programação era estritamente musical, naquilo que se qualificou
outrora como “música de som ambiente”, sem intervenção de locutor. Era um
estilo perpetuado pela “Antena 1”, adotado na década seguinte por emissoras
como a Estância F.M. (de Águas de São Pedro) e a Rádio Municipal F.M. (da
Prefeitura de Piracicaba). Assemelha-se ao que hoje ouvimos através da Ônix
F.M. (da vizinha Rio das Pedras). Eram músicas por 10 ou 15 minutos,
intercaladas pela hora certa (gravada) e pelos comerciais.
Surge um horizonte baseado em emissoras
norte-americanas. A Difusora F.M. importa equipamentos dos Estados Unidos,
muitos da marca Harris, e torna-se, mais uma vez, referência no interior
paulista. Arildo José Pelegrinoti coordenou por muito tempo a área técnica da
emissora. Em 1982 surge a Alvorada F.M. com programação mais avançada,
intercalando informação, prestação de serviços e música. A programação era
preparada pela Rede LC de Rádio, com consagrados locutores (muitos da Rádio
Bandeirantes, de São Paulo). A programação era enviada em formato “fita de
rolo”, reproduzida sua narração nos clássicos tapes Akai e músicas tocadas
através dos LPs (long-play). A programação local possuía um programa
apresentado das 15 às 16 horas chamado de “Lance Legal” em dupla por Duarte
Yamanaka e Vanderlei Albuquerque.
Tínhamos ainda a Rádio Municipal de Amparo, a
Estereosom de Limeira e a Rádio Cidade de Rio Claro. Ainda nos anos 80 surgem a
Rádio Municipal F.M. coordenada, na gestão do prefeito Adilson Benedito Maluf,
por José Jamil Neto. Este incorpora o estilo “música ambiente”, padrão que
estava próximo ao fim, à emissora. Em seguida, a família Moura Andrade, monta
em Águas de São Pedro a Rádio Estância F.M. que por um tempo teve a coordenação
de Cunha Neto. Este, veio da Rádio Bandeirantes de São Paulo para a Rádio
Difusora e em seguida seguiu ao município termal para coordenar a nova
programação.
Os anos 1990 foram uma nova época em que as
emissoras se tornaram franqueadas de outras emissoras nacionais como Antena 1,
Transamérica e Jovem Pan (1994). Surge a segmentação, provocada até pela
transformação dos gêneros da música. A virada dos anos 80 para os 90 promove o
surgimento da música country e do pagode. Surge também a explosão de concessões
para novas emissoras no país tornando a comunicação radiofônica uma forte
indústria mercantil. Além disso, a estabilidade financeira e o crescimento de
doutrinas provocam uma enxurrada de emissoras clandestinas, as famosas “rádios
piratas”, anos mais tarde denominadas de rádios comunitárias.
A realidade hoje é outra. Depois de 91 anos
da primeira transmissão radiofônica no país, emissoras buscam uma nova
identidade. Os aparelhos atuais que reproduzem rádio sequer trazem a sintonia
A.M. Ondas curtas e ondas médias, nem pensar ! Celulares reproduzem MP3 e F.M.
Ouvir música deixou de ser algo tão desejado como nos anos 70 e 80, quando
lotávamos a Som 6 da Galeria Brasil ou as lojas da Musical (que chegaram a ter
cinco ou seis filiais em nossa cidade!). Ouvir música nesta época, era ficar
ligado o dia todo esperando a música. Ligar na rádio e pedir tal música ao
estilo “fulana de tal pede esta música e envia com muitos beijos para
sicrano”....
A reprodução torna-se possível apenas com o
surgimento da fita magnética (rolo, tape ou cassete). Hoje, digita-se no Google
“download MP3 tal música” e ela é baixada instantaneamente, quebrando barreiras
do tempo e geográficas. No momento em que ela é lançada na Europa ou Estados
Unidos, é acessada no seu computador. Antes demorava meses para ser importada
(de avião), prensada em LP e distribuída às rádios e lojas.
Se na segunda metade dos anos 1970 tínhamos
apenas a Andorinha F.M. e Difusora F.M. para dividir nosso dial na região, hoje
temos infinitas emissoras que lotam a frequência. Uma em cima da outra. Legais
ou ilegais. O dial ficou pequeno.
Na região de Piracicaba temos em A.M. :
Difusora, Educadora e Onda Livre (antiga A Voz Agrícola / Alvorada); em F.M. :
Difusora, 97 F.M. (Universal), Educativa e Jovem Pan, sem contar com emissoras de
outras cidades voltadas para o público piracicabano: 92 F.M. (antiga Estância
F.M.) Onda Livre F.M., POP F.M. e Ônix F.M.
Cinema, literatura, televisão e outras áreas
de entretenimento enfrentam a crise de identidade. O mesmo ocorre na
radiofonia. A fuga do lugar comum acontece em todo setor que vive do comércio
como captação monetária. E não poderia ser diferente. Afinal isso é
mercantilismo. Criar o “ovo de Colombo” e destacar-se como algo genuíno, aí sim
o desafio é maior.
Matéria publicada em "A Tribuna Piracicabana" no dia 05/03/2013
domingo, 3 de março de 2013
Selo do 2°. centenário de Piracicaba
Selo comercial emitido pela ECT - Empresa Brasileira de Correios de Telégrafos em 1967, ocasião em que Piracicaba comemorava seus 200 anos de fundação. Hoje, é item de colecionador.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Grande Oficial Mário Dedini
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