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sexta-feira, 3 de abril de 2015
Magic Paula
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segunda-feira, 30 de março de 2015
Igreja Matriz da Vila Rezende
A Paróquia Imaculada Conceição possui um histórico de evangelização marcado pela edificação de dois templos, ambos de grande conotação para a difusão da religião cristã no Bairro de Vila Rezende em Piracicaba.
O templo mais antigo foi iniciado em 8 de dezembro de 1904 com o lançamento da primeira pedra fundamental, culminando seis anos depois (1910) com a benção e celebração da primeira missa por D. João Nery, primeiro bispo de Campinas (SODERO, 1917).
Segundo o autor, as forças vivas da paróquia nessa época tiveram grande influência na edificação do templo, representadas pelos familiares do Barão de Rezende, com o apoio de alguns rezendinos que não mediram esforços para a concretização dessa igreja.
Quatro anos depois (19 de janeiro de 1914) deu-se a instalação da Paróquia e a posse do 1º vigário de Vila Rezende, Cônego Carlos Cerqueira. Posteriormente seus sucessores (padres Julião Pires Valente Figueira, Serápio Giol, João Milita Rema, Antonio Garavela, Jerônimo Gallo, Romário Pazzianotto, Luiz Gonzaga Juliani-vigário cooperador, Jorge Simão Miguel e Monsenhor Orivaldo Casini-pároco atual) deram continuidade ao processo de evangelização popular, considerado um marco na rotina paroquiana e na vida da comunidade.
Com o passar dos anos, um novo templo foi construído ao lado do primeiro, sede da nova igreja matriz, dando permanente continuidade à difusão da religião cristã nesse bairro. A cerimônia de lançamento da pedra fundamental ocorreu em 27 de setembro de 1964.
(Transcrito do site da Igreja Matriz da Vila Rezende)
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Cinquentenário da fita cassete
* por Edson Rontani Júnior,
jornalista
Confesso que esperava a mesada semanal de
meu pai para comprar minhas fitas cassetes. Isso nos, hoje, longínquos anos 80.
Era pouco, mas sempre bem vindo para um pré-adolescente que ainda não
trabalhava. Talvez fossem sete ou dez cruzeiros toda semana. E com o dinheiro
ia próximo a praça José Bonifácio, na Budasom, comprar uma ou duas fitas Basf.
Normalmente eram as de 60 minutos, pois as de 90 minutos (com maior capacidade
de gravação) eram mais caras. As fitas de cromo, então, eram inatingíveis
objetos de consumo, de tão caras.
Sem medo de ser nostálgico, a fita cassete
me impulsionou a ter paixão pela música. Isso no início dos anos 80. Gostava
tanto de ouvir as FMs da região (na verdade, só existiam a Andorinhas de
Campinas e a Difusora de Piracicaba) que passava a maior parte de meu dia – era
estudante – ouvindo e decorando as músicas. Isso me fez trabalhar em duas emissoras
de rádio ao longo de 15 anos.
Com uma fita cassete eu poderia eternizar
aquele momento, aquela música, aquele estilo de FM conhecido como “música de
elevador”, no qual as emissoras apresentavam apenas a hora certa, poucos
comerciais e muitas músicas. Nos anos 80, você tinha acesso ao LP, tape de rolo
(caro demais) ou então a fita cassete. Era moda passar o long-play para o
cassete e assim poder levar a música para você quisesse.
Lembro-me que sair na rua com um tape
(toca-fitas), de braço dado com a namorada, era um invejado status. Algo
similar a hoje ter um smartphone ou um carro de padrão médio. Você era medido
pelas marcas Fiorucci (jeans), Pool (camiseta), All Star (tênis) e o Tojo (equalizador
do tape). Parece engraçado, mas eram assim os anos 80.
E, nada mais que nostálgico, a fita cassete
está completando seu cinquentenário! Ela é o avô dos iPads atuais. Funcionava
de forma analógica e tinha a caneta Bic como sua melhor amiga, para que fosse
rebobinada.
A fita cassete ou K-7 foi chegou aos 50 anos
em setembro passado, desenvolvida pela Philips, através do engenheiro Lou
Ottens. Foi o meio caseiro mais ágil criado pelo homem para se reter
informações como entrevistas, músicas, gravações ... Os direitos autorais de
reproduções vieram depois, lógico.
Com o cassete, era possível levar qualquer
gravação a qualquer lugar. Seja em gravadores de mesa, sistemas três em um,
carro... Um passo importante veio com a Sony que criou o walkman, algo similar
aos MP3s, porém analógicos.
Lembro-me de ter ficado surpreso ao ler num
jornal da capital que eu havia ganho o concurso de uma famosa marca de batata
frita e como prêmio levei um walkman da Sony, de primeira geração. Este
aparelho me acompanhou por anos. Me motivou ainda mais a ficar diante do
aparelho de som para gravar as músicas que eu mais admirava.
Quem viveu em Piracicaba os anos 70 e os
anos 80 deve se lembrar. A Som 6, na Galeria Brasil, era o centro de encontro
de quem gostasse de música. Vitrines, prateleiras, toca-discos, fones de
ouvido... Imensa, ela tinha vários ambientes para você escolher a música e onde
ouvi-la. E vivia lotada!
O mundo digital surgiu. A gravação analógica
passou a integrar museus. E com o avanço da tecnologia, a fita cassete perdeu
seu glamour, ou como diriam, foi desmagnetizada.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Banalização fotográfica
Edson Rontani Júnior, jornalista
Recentemente, numa sala de espera, uma
pessoa manuseava seu smartphone fotografando algumas cenas que por nossa frente
ocorriam. Na piscina de um clube, duas jovens abusaram dos selfies, de forma
frenética, como se a câmara fosse um brinquedo de outrora.
O mercado lançou smartphones de uma forma
tão absurda que acabou criando o efeito da banalização fotográfica. Não que
isso seja errado. Ter acesso aos avanços tecnológicos é uma situação inevitável
e a popularização da fotografia nos remete à instantaneidade tão almejada pelo
homem.
Desde que lançada, a fotografia exigia
habilidade, conhecimento, dinheiro e utilização de máquinas grandes e pesadas. Vale
lembrar dos lambe-lambes e das máquinas fotográficas tipo “caixão” com lente
reflexiva.
A máquina fotográfica virou opção de “bolso”
já nos anos 60, mas se popularizou nos anos 70 e 80 com as nostálgicas
Instamatic da Kodak com flashes descartáveis que conseguiram iluminar quatro “poses”.
Ainda nos anos 70, a instantaneidade veio com a máquina Polaroid. Fotografar e
revelar na própria máquina era algo fantástico. Cabe lembrar que a fotografia
antiga, ainda revelada em papel, demorava dias para que nos fosse entregue, uma
vez que o negativo era levado à loja, passava por processos químicos, ampliado
e depois devolvido. Até tempos atrás era possível assistir este processo das
vitrines de uma loja do Shopping !
A fotografia, desde sua criação, lá pelo
longínquo ano de 1826, sempre foi um artigo de luxo. Era acessível a poucos. Sua
popularização no Brasil veio pela família real através de Dom Pedro II (que aparece na foto acima, com a Princesa Isabel). Materiais
para fotografar e revelar viajavam de navio, da Inglaterra ou da Alemanha. Foi Dom
Pedro quem importou as primeiras máquinas e financiou a vinda de profissionais
europeus como Marc Ferrez (abaixo, foto de sua autoria mostrando o Corcovado, no Rio de Janeiro) ou Louis Compte.
A princípio, a ideia de preservar aquele
instante para o futuro era algo mágico. Houve até quem dissesse que a
fotografia roubaria a alma do fotografado. Sim. Falou-se até que aquilo era
bruxaria.
Antigamente, a foto era feita ao ar livre,
para aproveitar a luz natural. Não era permitido mexer, pois qualquer movimento
borraria o retratado. Daí a questão de aparecermos sérios nos documentos de
identificação. Não há lei que nos proíba de ter uma foto sorrindo no RG, o que
existe é um tabu criado pelo “olha o passarinho e não se mexa!”.
Fato curioso são as “mães fantasmas”,
encobertas por mantos escuros segurando filhos para não borrar a fotografia, já
que eram necessários incansáveis segundos – ou até minutos – sem respirar.
Acima, exemplo de "mãe fantasma" : a mãe sentada, encoberta por tecidos que simulavam um móvel, segurando seu bebê. Veja outras fotos deste estilo clicando aqui
Fotógrafos chegaram a ser coadjuvantes de luxo ao lado das debutantes e de jovens noivos. Os álbuns demoravam para serem ampliados e revelados, angustiando as famílias. Porém, um álbum sempre foi motivo para reunião familiar. Quanta gente não se reuniu ao redor de um deles para juntos ver as fotos, após a macarronada de domingo ? Este, aliás, é outro hábito que caiu em desuso.
Piracicaba teve inúmeros profissionais que
defenderam e defendem esta arte, entre os mais contemporâneos que já partiram Isolino
Nascimento, Henrique Spavieri, Diógenes Banzatto, Lacorte, Cícero Correa dos
Santos... Quantas lojas também nos ajudaram a manter a magia, com suas
revelações ? Bischof, Budasom, Cantarelli, Iris Jetcolor, Outsubo...
Se pegarmos fotos do século 19, notamos que
um dos principais adereços dos “retratos” estava um livro, símbolo da
sabedoria, ícone de que o retratado era de uma casta privilegiada, pois o
ensino ainda não era obrigatório no país, ou seja, acessível a uma pequena minoria.
Hoje a máxima pregada no Facebok : “um dos primeiros astronautas ao pisar na
Lua tirou com muito custo sete fotos; adolescente foi ao banheiro do shopping e
diante do espelho ... tirou 47 fotos fazendo biquinho !”. Não há bastão de
selfie que nos salve !
domingo, 1 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Tenente Walter de Castro Garcia
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Bento Dias Gonzaga
Vive a Nação momentos de angústias e de incertezas. O suborno, a corrupção e a irresponsabilidade continuam a infeccionar o já combalido organismo do País. Denúncias, as mais graves, desesperam e desiludem uma grande parcela do povo, que, a despeito de tudo, ainda acredita no regime, na Democracia e em seus apologistas. Entretanto, Sr. Presidente, se o Poder Legislativo, que é a representação direta e permanente do povo, no organismo político da Nação, não exercer, diuturnamente, vigilância dos atos dos nossos homens públicos, estará, desgraçadamente, contribuindo para a imediata falência do regime.
São Paulo, o Estado líder da Federação, sofreu também, e até com maior intensidade, do mesmo mal que afetou toda a máquina administrativa e política do País. Homens públicos, altos funcionários do Estado, políticos dos mais influentes e das mais variadas agremiações políticas, servindo-se dos cargos que foram confiados pelo Poder Executivo e pelo povo, praticaram as mais r evoltantes e cínicas negociatas...
Deputado BENTO DIAS GONZAGA, aos 30 anos, do Partido Social Progressista – PSP
Discurso proferido na 13ª Sessão Ordinária, em 31 de março de 1955
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Esporte Clube Rezende completa 45 anos
O Esporte Clube Rezende completou 45 anos de história no último dia 1° de janeiro e para comemorar a data festiva, a atual diretoria do presidente Vladimir Fernando Baptista reinaugurou o campo de futebol “Estádio Luiz Fustaino, o Fio”, localizado a rua Antonio Ribecco, 100, no bairro Algodoal.
E para que a bola volte a rolar, o Esporte Clube Rezende caprichou na reforma com a cobertura completa do gramado e colocação de 2 mil metros de gramado novo, instalação de novas traves e rede personalizada com as cores do Clube, pintura e reforço na cobertura das arquibancadas.
A restauração completa do Clube contou ainda com instalação de novos bebedouros com água gelada, pintura de alambrados, reforma e pintura dos vestiários, padronização das cores do Clube em toda área externa, pintura dos quiosques, recolocação de grades de proteção na secretaria, instalação de novas lixeiras, reforma e pintura na área dos troféus.
HistóriaEra uma vez um grupo de amigos apaixonados pelo futebol e que faziam parte de um time que atuava no Clube Atlético Piracicabano. A eles foi prometida uma viagem à cidade de Santos, caso a equipe terminasse o campeonato de 1968 entre os três melhores da temporada.
A promessa não foi cumprida e ainda foi exigido que os jogadores assinassem contrato por mais um ano com o clube ou a viagem não seria realizada. O grupo não aceitou a proposta e formou uma nova equipe. A Diretoria do Atlético então cancelou as carteirinhas que davam acesso ao cinema do Clube Atlético Piracicabano, uma das únicas atrações oferecidas na época.
Essa foi a inspiração encontrada pelos jogadores para o nome da equipe: Os Suspensos, que passaram a disputar amistosos e campeonatos amadores.
Com o destaque nas competições veio a necessidade de registrar “Os Suspensos” junto a Liga Piracicabana de Futebol, que por sua vez, exigiu a troca do nome da equipe.
A equipe passou a chamar Esporte Clube Rezende, mas o brasão do clube com um gancho foi criado por Primo Breviglieri para representar aquela situação da suspensão imposta ao grupo de amigos.
Nestes 45 anos de história, o Esporte Clube Rezende ganhou notoriedade com a conquista de inúmeros títulos de futebol e por assumir papel de grande importância para o esporte amador piracicabano.
Atualmente, além das equipes de futebol (primeiro, segundo e terceiro quadros), o Esporte Clube Rezende conta com Escolinha de Futebol que atende uma média de 130 crianças nas categorias Sub-9, Sub-10, Sub-11, Sub-12, Sub-13, Sub-14, Sub-15, Sub-16 e Sub-17 com atuações nos principais campeonatos de futebol e futsal de Piracicaba e região.
Com a parceria através da Selam, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras de Piracicaba, o Esporte Clube Rezende mantém atividades com Atletismo e Terceira Idade, somando-se ao voleibol masculino e misto e futsal feminino.
E para que a bola volte a rolar, o Esporte Clube Rezende caprichou na reforma com a cobertura completa do gramado e colocação de 2 mil metros de gramado novo, instalação de novas traves e rede personalizada com as cores do Clube, pintura e reforço na cobertura das arquibancadas.
A restauração completa do Clube contou ainda com instalação de novos bebedouros com água gelada, pintura de alambrados, reforma e pintura dos vestiários, padronização das cores do Clube em toda área externa, pintura dos quiosques, recolocação de grades de proteção na secretaria, instalação de novas lixeiras, reforma e pintura na área dos troféus.
HistóriaEra uma vez um grupo de amigos apaixonados pelo futebol e que faziam parte de um time que atuava no Clube Atlético Piracicabano. A eles foi prometida uma viagem à cidade de Santos, caso a equipe terminasse o campeonato de 1968 entre os três melhores da temporada.
A promessa não foi cumprida e ainda foi exigido que os jogadores assinassem contrato por mais um ano com o clube ou a viagem não seria realizada. O grupo não aceitou a proposta e formou uma nova equipe. A Diretoria do Atlético então cancelou as carteirinhas que davam acesso ao cinema do Clube Atlético Piracicabano, uma das únicas atrações oferecidas na época.
Essa foi a inspiração encontrada pelos jogadores para o nome da equipe: Os Suspensos, que passaram a disputar amistosos e campeonatos amadores.
Com o destaque nas competições veio a necessidade de registrar “Os Suspensos” junto a Liga Piracicabana de Futebol, que por sua vez, exigiu a troca do nome da equipe.
A equipe passou a chamar Esporte Clube Rezende, mas o brasão do clube com um gancho foi criado por Primo Breviglieri para representar aquela situação da suspensão imposta ao grupo de amigos.
Nestes 45 anos de história, o Esporte Clube Rezende ganhou notoriedade com a conquista de inúmeros títulos de futebol e por assumir papel de grande importância para o esporte amador piracicabano.
Atualmente, além das equipes de futebol (primeiro, segundo e terceiro quadros), o Esporte Clube Rezende conta com Escolinha de Futebol que atende uma média de 130 crianças nas categorias Sub-9, Sub-10, Sub-11, Sub-12, Sub-13, Sub-14, Sub-15, Sub-16 e Sub-17 com atuações nos principais campeonatos de futebol e futsal de Piracicaba e região.
Com a parceria através da Selam, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras de Piracicaba, o Esporte Clube Rezende mantém atividades com Atletismo e Terceira Idade, somando-se ao voleibol masculino e misto e futsal feminino.
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