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domingo, 16 de junho de 2019

BOMBA DE GASOLINA - Curiosidade 3


Curiosidades sobre esta bomba, segundo Mirna Adamoli de Barros, sobrinha dos irmãos Adâmoli, em cuja calçada dos empreendimentos comerciais foi instalada a antiga bomba de gasolina da Rua Benjamin Constant

- João Egídio Adâmoli, o Joca, pintor reconhecido na cidade e no exterior, além de despachar os caminhões, ajudava na pintura dos barcos e, especialmente na colocação e pintura dos nomes de cada um deles. Sua rotina era acordar as 5 horas, despachar os caminhões e, por volta das 10 horas, voltava para casa e seu atelier para pintar.

- No local onde funcionavam a bomba, a fábrica de barcos e a Empresa Adâmoli, hoje existe um prédio de apartamentos, na esquina das ruas Benjamin Constant e Ipiranga. 



segunda-feira, 10 de junho de 2019

BOMBA DE GASOLINA - Curiosidade 2


Curiosidades sobre esta bomba, segundo Mirna Adamoli de Barros, sobrinha dos irmãos Adâmoli, em cuja calçada dos empreendimentos comerciais foi instalada a antiga bomba de gasolina da Rua Benjamin Constant

- Na Rua Ipiranga funcionava outro empreendimento a família, uma fábrica de barcos, lanchas e até iates, tocada por outro dos irmãos, de nome Pedro. Entre os funcionários da casa de barcos o Benedito Januário (pai do cantor e professor Janu) e outro, de apelido Lua.

- A bomba pode ter funcionado para fins de abastecimento da frota da empresa até os anos 80. É da marca Shell e antes era uma outra bomba, das mais comuns, quadrada, da marca Atlantic.



quinta-feira, 6 de junho de 2019

Piracicaba Canta


   Capa do LP São Paulo Canta, lançado no ano de 1957 pela Polydor, dando destaque especial para a cidade de Piracicaba, como umas das principais do interior onde repercutia o tradicionalismo da dança e da música, como o cateretê, jongo, moçambique, congada, macumba, folia de rei e o cururú. Não é descrito no mesmo por qual modalidade Piracicaba era representada.
   O disco tinha músicas orquestradas pelo maestro Guerra Peixe. Todas são cantadas.  Os temas escolhidos foram captados por Rossinio Tavares de Lia, Manoel Antônio Franceschini, Maria Abujara e Maria de Lourdes Gimenez. 



domingo, 2 de junho de 2019

BOMBA DE GASOLINA - Curiosidades 1



Curiosidades sobre esta bomba, segundo Mirna Adamoli de Barros, sobrinha dos irmãos Adâmoli, em cuja calçada dos empreendimentos comerciais foi instalada a antiga bomba de gasolina da Rua Benjamin Constant
- A bomba provavelmente foi instalada entre 1962 e 63
- Ela era necessária, especialmente, para a Empresa Adâmoli, que ficava na rua Benjamin (esquina da Ipiranga). Era uma empresa que possuía 11 caminhões e várias camionetes, que entregavam pedra britada, areia e saibro para as construções da cidade na época. A areia era retirada do Rio Piracicaba e do Porto de Areia em Artemis. A brita vinha da pedreira do Bongue era britada num ponto que funcionava no final da rua Ipiranga, onde existe hoje o prédio do SESC. O saibro vinha do bairro “Saibreiro”, que existia no final da Rua D. Pedro II, após a avenida Independência.
- O empreendimento era tocado pelos irmãos Adamoli: Carlos, José e João Egídio (Joca), que era o responsável por carregar e despachar os caminhões para os quatro cantos da cidade.



domingo, 28 de abril de 2019

Bomba de gasolina integra o Museu de Logística



O Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP) cedeu, à título de comodato, para o Museu da Logística da Esalq uma bomba de gasolina cujas características remontam as décadas de 1940 e 1950. Anteriormente, este bomba encontrava-se situada na Fábrica de Barcos Adamoli, no cruzamento da rua Benjamin Constant com a rua Ipiranga.
A bomba foi doada ao IHGP nos anos 1980 e encontrava-se instalada, até recentemente, no térreo do prédio do Antigo Fórum da rua do Rosário, hoje ocupado pela Secretaria Estadual da Fazenda.
Segundo a presidente do Instituto, Valdiza Capranico, a bomba ficará na entrada do Museu para recepcionar os visitantes. “A peça representa o combustível, que é o responsável pela energia utilizada na movimentação dos veículos”, diz. Por mais de 100 anos, a sociedade mundial se organizou a partir do combustível derivado do petróleo e a bomba é o equipamento responsável pela relação da empresa de combustível com os clientes, transmitindo significados como qualidade e garantia.
Historicamente, a bomba de combustível, por muito tempo, foi o cartão de visita dos postos de combustível. Agora estará ocupando, mais uma vez, um lugar de destaque ao fazer parte do acervo do primeiro museu de logística do Brasil.



Vitor Vencovsky (presidente do Museu da Logística) e Valdiza Capranico (Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba)

domingo, 24 de março de 2019

Oratório São Mário


O Oratório São Mário foi fundado em 9 de dezembro de 1962, com terreno doado aos salesianos pelo empresário Mário Dedini, por estar preocupado com as crianças e jovens carentes do bairro Vila Rezende.  Com o objetivo de atender a este público, a instituição iniciou suas ações.

Entre 1962 a 1963, os frequentadores do Oratório eram exclusivamente meninos, Somente em 1969 teve início a participação de aproximadamente 100 meninas, na Creche São Vicente.

Até 1986, o Oratório São Mário era um espaço que proporcionava formação humana e religiosa. Ao longo dos anos foram criados cursos para auxiliar os jovens na busca por uma profissão, entre eles: de datilografia, venda de sorvete, horticultura e jardinagem, noções de eletricidade entre outros. Além dos cursos, havia o acompanhamento social, escolar, psicológico e terapêutico dos oratorianos, com expressiva participação até 1994.

Assim, em janeiro de 1994 foi oficialmente aprovada a abertura de uma escola formal, o Colégio Salesiano Dom Bosco São Mário, com quatro séries do ensino fundamental para atender este mesmo público em período integral, sendo meio período na escola e no contra período participando dos projetos do Oratório.

Em janeiro de 2006, foi solicitada a suspensão temporária do Colégio Salesiano Dom Bosco São Mário e, no período de 2006 a 2011, as atividades desenvolvidas restringiram-se ao Provim - Projeto Vida Melhor - serviço socioeducativo para crianças e adolescentes entre 6 e 14 anos. Para adolescentes entre 15 e 16 anos era oferecido o curso de Qualificação Profissional.

Em 2011, surge novamente a preocupação em oferecer o atendimento educacional de qualidade no contra turno dos projetos desenvolvidos pelo Oratório. Em 2012 o Colégio reinicia seus trabalhos, oferecendo os cinco primeiros anos do Ensino Fundamental.(do site Colégio Dom Bosco Piracicaba)


domingo, 18 de novembro de 2018

De dentista a herói mundial

* Edson Rontani Júnior, jornalista e membro do IHGP e Academia Piracicabana de Letras


Por força profissional, nos últimos 24 anos, sempre que viajava para Tietê meu destino era a Rua Tenente Gelas. Curiosamente fui estudar quem era o referido representante da força armada. Foi um herói na Primeira Guerra Mundial cujo centenário de seu armistício foi comemorado no dia 11 de novembro.
Gustavo Gelas, ruivo e porte físico avantajado, nasceu na cidade de Tietê em 24 de abril de 1890, sendo seu pai francês de nascimento, Pedro Francisco Gelas, administrador da Fazenda da Baroneza, da família Sousa Queiróz, e professor de agricultura no Instituto Disciplinar de São Paulo (uma das primeiras unidades da Febem no estado e hoje Parque Estadual de Belém).
A história do Tenente Gelas começa bem antes dele entrar para o exército. Teve infância em fazendas administradas pela família, além de formação e educação oriundas do estilo europeu. Formou-se pela Escola de Farmácia de São Paulo de 1909 e 1911. Com familiares na França, concluiu a aperfeiçoamento em odontologia pela Escola de Farmácia e Odontologia de Paris. Com o ímpeto de um bom gaulês, se alistou como voluntário no exército francês durante a Primeira Guerra Mundial, muito antes do presidente Wenceslau Brás declarar guerra contra a Tríplice Aliança. Ocupou um posto de soldado de 2ª. categoria na Legião Estrangeira. O Exército Francês não o aceitou por não ser natural da França.
Sua vida neste primeiro conflito mundial é relatada com ênfase pela imprensa francesa. Recebeu a honra “Medalha de Guerra” em 24 de outubro de 1916.
Recebeu méritos como granadeiro de escol por tomar várias trincheiras. Passou pelo posto de Cabo quando, em setembro de 1917, sozinho, toma trincheira dominando seis soldados tedescos.
Sua história é permeada de romantismo, como a literatura e o cinema fizeram com “Beau Geste” em que três irmãos vão para a Legião Estrangeira por uma desilusão amorosa. Gelas foi ferido por estilhaços de tanque de guerra e recusou abandonar o campo de batalha. Quer mas romantismo que isso ?
Em outubro de 1918 chega ao posto de Segundo Tenente. Um mês antes, em 2 de setembro, recebe a Cruz da Legião de Honra, pelo comando de seu pelotão destruindo diversos ninhos de metralhadoras dos alemães. 
Participou das mais sangrentas batalhas nas divisas da França. Foi exposto como herói pela imprensa francesa em especial pelo jorna L’Illustration, título que ele renegava. Chegou a publicar na imprensa brasileira carta de repúdio a esta condição.
Não exerceu com afinco a odontologia. Terminada a Primeira Guerra, partiu para o Marrocos, ainda na Legião Estrangeira. Em 22 de abril de 1922 foi ferido na Batalha de Bab Heceine, afetando o perônio e a tíbia. Uma gangrena motivou a amputação de sua perna esquerda. Faleceu na manhã de 15 de maio de 1922, totalmente lúcido e fumando no hospital. Tinha então 32 anos de idade.







Diploma de promoção de Gelas na Divisão do Marrocos, original existente no Centro Cultural de Tietê (São Paulo)


domingo, 21 de outubro de 2018

Rasteira no Saci


* Edson Rontani Júnior, jornalista e membro do IHGP e da Academia Piracicabana de Letras


Nem bem outubro começou, já foram vistos ornamentos lembrando o Halloween, a festa das bruxas dos norte-americanos. É o ponto de partida para que o mercado dos Estados Unidos prepare-se para a comercialização de Natal, com o Black Friday. Este, também já faz parte da vida dos brasileiros.
Nas vitrines, bruxas, vampiros, o monstro de Frankenstein ... Pena que em agosto, quando comemoramos o Dia do Folclore Brasileiro não percebemos situação idêntica, com exposição daquilo que é “sui generis” do país, a mula sem cabeça, o Curupira, iaras, sacis, cuca e outros personagens tupiniquins.
Desde que Carmen Miranda, em 1938, cantou “Yes ! We have banana”, o Brasil passou a ser globalizado pelos ianques do norte. Em seguida veio a Segunda Guerra Mundial e Natal, no Rio Grande do Norte, foi aberta para as tropas de Roosevelt que trouxeram ao país desejos de consumo pré-globalização como a goma de mascar e a Coca-Cola, além de iniciar um processo de introdução da língua anglo-saxã a nossa rotina.
Pena que estejamos numa época em que se cultua o “Dia das Bruxas” como se fosse algo genuinamente brasileiro assim com o Carnaval e as festas juninas. O folclore brasileiro acabou legado ao esquecimento. A globalização foi mais forte.
É uma situação triste pois nossos personagens folclóricos tiveram grandes defensores. Um foi o piracicabano Thales Castanho de Andrade, emérito escritor e professor considerado por muitos como o pai da literatura infantil. Jabutis que falam, florestas que incitam ao homem a preservação do meio-ambiente... Conjecturas que funcionaram além do tempo se levarmos em conta que suas obras datam de 100 anos atrás.
Outro representante do folclore foi Monteiro Lobato, exemplar empreendedor que buscou petróleo em São Pedro e Charqueada, mas que criou uma gama de personagens tipicamente brasileiros no seu Sítio do Pica-Pau Amarelo. Ainda hoje suas obras mexem com o imaginário coletivo. Até Ziraldo levou Pererê para os quadrinhos nos anos 1960 e 1970 perpetuando um viés interiorano e matuto.
Perdemos nossa identidade ? O mundo globalizou-se de forma assustadora. Desde que sustenido virou “jogo da velha” ou hastag, o sublinhado virou underline, o piracicabano tornou-se chique e passou a pronunciar “fake news” para conceitos mentirosos que até tempos atrás referia-se como “é tudo paia". Que bela rasteira deram em nosso saci !