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segunda-feira, 27 de julho de 2015

ESALQ - Filme de 1957


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Xuxa em Piracicaba


Paulo Roberto da Silva, ou Paulo Roberto, nome artístico do locutor que iniciou suas atividades na Rádio A Voz Agrícola de Piracicaba nos anos 1970. A emissora mudou de nome para Alvorada AM e sua frequência é utilizada atualmente pela Jovem Pan News (Onda Livre). Paulo atuou na época em que o proprietário da emissora era o lendário Francisco Caldeira, dono de uma bondosa alma que por muitos anos defendeu a radiofonia local tanto na A Voz Agrícola, Alvorada como na Rádio Difusora, onde foi gerente administrativo. Na foto, Paulo Roberto aparece entrevistando Xuxa Meneghel, depois Xuxa, que esteve em Piracicaba participando de um evento social, nos anos 1980. Xuxa, aliás, iniciou carreira na TV Manchete, partindo depois para a Rede Globo e hoje estrela a Rede Record. Já Paulo Roberto abandonou os microfones em 1998 quando a Alvorada arrendou sua programação para um igreja.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Matriz da Vila Rezende



A história da construção do belo templo que serve de igreja matriz à paróquia de Vila Rezende, em Piracicaba, desde o momento que foi concebida a idéia de tal cometimento (1904) até nossos dias atuais, constitui, nos seus menores detalhes, uma flagrante prova de que – dadas embora as tristes condições de degradação de sentimentos, que geralmente se observa – ainda há algumas que se elevam acima das exclusivas preocupações da vida material e. alcançado os olhos ao céu, para lá dirigem seus pensamentos, rendendo agradáveis e santas homenagens a Nosso Senhor.

No caso da construção da bela igreja de Vila Rezende, forma os distintos membros da ilustre casa do Barão de Vila Rezende essas boas almas que vencendo todos os óbices, puderam tão brilhantemente concorrer para a difusão da religião naquela afastada zona de nossa cidade.

Em 1904, como verdadeiro cristão e católico, falecia Estevam de Rezende, filho amoroso e dedicado, carinhoso irmão para com todos. Dona Lydia de Rezende, sua digna irmã, em homenagem á memória do pranteado extinto e satisfazendo a desejos por ele expressos, tomou a resolução de levantar aquele templo que ali hoje glamurosamente se ostenta.

Coadjuvada por seu venerando pai, o exmo. Barão de Rezende e pelos vila rezendenses, conseguiu ver assentada a pedra fundamental da igreja matriz, a 8 de dezembro de 1904, quando a Igreja Católica o jubileu da definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria, a quem o futuro templo foi consagrado.

Interrompidos os trabalhos, recomeçaram eles em 1907. Dona Lydia multiplicava-se então: organizava quermesses, espetáculos benificentes e outras festas, escrevia aos amigos de sua família solicitando-lhes a cooperação para a execução da tarefa que se impôs.

Permitiu o Senhor que fossem coroados do melhor êxito os esforços de tão bela alma, pois a 17 de dezembro de 1910, Dom João Nery, o primeiro bispo de Campinas, solenemente benzia a nova Igreja, nela dizendo a primeira missa pelo eterno repouso do benemérito Barão de Rezende, falecido em 1909; e a 19 de janeiro de 1914, tendo sido desmembrada de Piracicaba a nova paróquia de Vila Rezende, tomava posse o primeiro vigário, cônego Carlos Cerqueira.

Prof. Carlos Martins Sodero (Texto escrito em 1917)

domingo, 12 de julho de 2015

Igreja Bom Jesus


Uma das igrejas que manteve sua sua estrutura intocável com o passar dos tempos, a Igreja Senhor Bom Jesus do Monte, ou simplesmente Bom Jesus, tem sua história iniciada em 8 de outubro de 1857, data em que o terreno na qual se localiza seu terreno foi doado por João Antonio de Siqueira. A Igreja situa-se na rua Bom Jesus esquina com a rua Moraes Barros. Lá já existia uma capela, ponto de parada para quem seguia para o Cemitério da Saudade.

O lançamento da primeira pedra no dia 6 de agosto de 1918. Consegue erigir a capela-mor, na qual foram entronizados um grande crucifixo e as imagens de Nossa Senhora e de São João Evangelista. A mesma foi benzida e inaugurada em 6 de agosto de 1919.

Em 4 de dezembro de 1922, por decreto do bispo Dom Francisco de Campos Barreto, foi criada a paróquia do Bom Jesus e seu primeiro padre foi Lázaro de Sampaio Mattos, nomeado no início de 1923, empossado pelo cônego Manoel Rosa, em missa no dia 11 de fevereiro do mesmo ano.

Para dar continuidade à construção, foi contratado o construtor Napoleão Belluco. No início de janeiro de 1927, as paredes externas estavam levantadas e as paredes centrais da nave já respaldadas; após o término do madeiramento, iniciado em 5 de maio, deu-se a cobertura da nave central. No dia 20 de maio, chegam às peças de mármore do altar mor. Em 5 de agosto, com a presença do bispo diocesano, houve a inauguração do altar mor. Em agosto, nos dias 28 e 29, respectivamente, foram inauguradas a pintura da capela mor e a decoração do forro de estuque, trabalho realizado pelo grande artista Mario Thomazzi.

As festas de inauguração do monumento do Senhor Bom Jesus foram marcadas para o período de 30 de julho a 15 de agosto de 1932, no entanto, em virtude do movimento constitucionalista, iniciado no dia 9 de julho, as festas programadas para o mês de agosto foram adiadas para os dias 5 a 15 de novembro.

Finalmente, no dia 13 de novembro de 1932, domingo, tendo como convidado especial o bispo Dom Francisco de Campos Barreto, deu-se a tão esperada inauguração de grandiosa imagem. Ainda foram necessários mais 5 anos para o magnífico templo ficar totalmente concluído, inaugurado em 1 de maio de 1938.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Trapezista Félix, do Circo Federico Orfei, fala sobre o trabalho no dia 1º de maio

Entrevista levada ao ar no dia 1º. de maio de 1997 pela Rádio Alvorada A.M. de Piracicaba, quando Félix, trapezista do Circo Federico Orfei, falou ao jornalista Edson Rontani Júnior, como era trabalhar em um feriado.


domingo, 21 de junho de 2015

Voluntários de Piracicaba



Voluntários de Piracicaba na Revolução de 1932, em foto enviada pela assídua leitora Nara Galesi, que descende da família de Ítalo Galesi e Terenzio Galesi. A foto foi tirada no final da década de 1970, durante solenidade do 9 de julho, em Piracicaba (S.P.). Mostra ex-voluntários que combateram as forças federais de Getúlio Vargas. A foto foi tirada na Praça José Bonifácio, vista a partir da rua Prudente de Moraes. Ao fundo, dois monumentos retirados em 1981 no governo João Herrmann Neto: o Monumento às Bandeiras do qual não sabemos de seu paradeiro e logo atrás à esquerda o Monumento à Mário Dedini removido e instalado na Praça da Igreja Matriz da Vila Rezende.

sábado, 30 de maio de 2015

Animadores das noites piracicabanas


   Animadores da noite piracicabana. Assim foram várias personalidades que por aqui passaram. Animaram as noites de muitos casas, de muitas festas, de encontros e deixaram grande saudade. Um deles foi Antonio Carlos Coimbra, ou Pablo Coimbra, alcunha assumida durante a era dos CDs para atender um público amante das guarânias do interior deste Brasil. José Carlos Godoy Brasil, na foto (cedida pela escritora Ivana França Negri) perpetuou na "Noiva da Colina" o estilo propagado afora por Lafayette, Ken Griffin, Klaus Wunderlich e Ed Lincoln, entre tantos outros. Foi um artista muito bem conceituado não apenas em Piracicaba como em cidades próximas. Um tipo de apresentação artística que ainda resiste ao tempo, modernizada, mas que não sai de moda.

sábado, 23 de maio de 2015

Rótulo da caninha Tatuzinho é referência em livro de design



   O rótulo da Caninha Tatuzinho representa o Brasil no livro “World History of Design”, colocado a venda em abril passado, numa publicação da editora britânica Bloomsbury Academic. O rótulo da Caninha Tatuzinho, utilizada nas décadas de 1940 a 1960, pela Indústria D’Abronzo S/A, foi criada pela gráfica de Felício Rotundo, responsável também pelas embalagens utilizadas pela Kibon, fabricante de sorvetes.
   O livro é de autoria de Victor Margolin, professor emérito em história do desenho da Universidade de Illinois, Chicago, editor do jornal “Design Issues”. Seus livros envolvem o processo utilizado pelo ser humano para o desenho de quadros, objetos e ambientes internos e externos, além da exploração, história, teoria e crítica sobre o design.
   A Tatuzinho é uma marca que ultrapassou o século. Fundada em 1910 pelo imigrante italiano Paschoal D’Abronzo, teve seu nome propagado por seu filho Humberto D’Abronzo que vendeu o negócio no início dos anos 1970 para o grupo 3 Fazendas, situado em Rio Claro, que ainda hoje produz a caninha.
   A solicitação de utilizar o rótulo da Tatuzinho surgiu do próprio editor que encontrou um artigo do jornalista Edson Rontani Júnior originalmente publicado no Jornal de Piracicaba em outubro de 2006, o qual discorria sobre o marketing da empresa. O artigo foi republicado no blog do jornalista com o rótulo restaurado, após sua imagem ter sido cedida ao Memorial do Empreendedorismo situado na ACIPI, inaugurado em 2012, onde também pode ser visto.
   O jornalista foi contato por e-mail no primeiro semestre de 2013 e cedeu a imagem para a publicação. Rontani, que é neto de Humberto D’Abronzo, fundador da Tatuzinho, declara estar orgulhoso, pois além destacar uma tradição da família, leva para o mundo um ícone de Piracicaba que sobreviveu ao tempo, principalmente sendo apontado como referência o design de toda a América Latina.
   O livro pretende ser a bíblia do design principalmente pelo amplo conteúdo e pelo estudo aprofundado. Repleto de imagens, o autor discorre sobre o desenho desde a pré-história até os dias atuais. O livro é dividido em dois volumes, sendo o primeiro iniciado na pré-história finalizando na I Primeira Guerra Mundial. O segundo volume trata do design na União Soviética findando na II Guerra Mundial. É neste volume que são descritos os trabalhos da América Latina, envolvendo oito países, dentre os quais o Brasil.
   Ele tem cerca de 800 páginas. Não tem previsão de publicação no Brasil. Pode ser comprado em sites estrangeiros por valores que variam de 395 a 460 dólares (algo em torno de R$ 1.200,00).