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domingo, 3 de abril de 2011

Rudyard Kipling em Piracicaba


Rudyard Kipling foi jornalista, aventureiro e autor dos mais belos livros escritos na Inglaterra no final do século retrasado. São de sua autoria contos como “O Homem que Queria Ser Rei”, “Gunga Din” e “O Livro da Selva”, este último mais conhecido por sua versão intitulada “Mogli”, desenho animado de Walt Disney feito em 1969. Kipling viveu de 1865 a 1936 alternando-se entre sua Índia natal, sua Inglaterra colonizadora e o mundo, como grande curioso. Recebeu o Nobel da Literatura em 1907. Tão notável personalidade veio ao Brasil o que rendeu a publicação, em 2006 de suas memórias no livro “As Crônicas do Brasil”, de sua própria autoria, lançado de forma muito tardia pela Editora Landmark. A obra nada mais era que um diário cujos originais foram veiculados pelo jornal Morning Post, durante sua estada em nosso solo de 29 de novembro a 20 de dezembro de 1927. Neste período, Kipling visitou Piracicaba. Pena que no livro ele não fale nada sobre a “Noiva da Colina”. O fato foi devido à uma febre amarela contraída no Mato Grosso. Ainda em São Paulo se recuperava da doença. Tão nobre personalidade foi recebida no Palacete Luiz de Queiroz, lugar histórico, que ao longo das décadas 50 a 71 do século XX, provocou diversas iniciativas de desapropriação pelo poder público, todas sem sucesso. O local foi de Luiz de Queiroze também de Buarque de Macedo, vendendo-a em seguida, á Rodolfo Miranda, ministro da República e proprietário da fábrica de tecidos Boyes. (Edson Rontani Júnior)

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